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PR transmite mensagem de confiança e incentivo aos participantes da FILDA

Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursa na abertura da 41.ª edição da FILDA 2026
Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursa na abertura da 41.ª edição da FILDA 2026 Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 18h10 21/07/2026

Luanda – O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, transmitiu, esta terça-feira, uma mensagem de confiança e de incentivo do Presidente da República, João Lourenço, aos participantes da quadragésima primeira edição da FILDA.

Ao discursar na abertura da Feira, que decorre na Zona Económica Espaecial, em Icolo e Bengo, José de Lima Massano disse que o Presidente da República reconhece na FILDA uma das mais importantes manifestações da vitalidade do sector privado angolano e da crescente capacidade do país em se afirmar como uma economia mais diversificada, competitiva e integrada na região e no mundo.

Recordou que, ao longo de mais de quatro décadas, a FILDA consolidou-se como o principal espaço de encontro entre empresas nacionais e estrangeiras, refletindo a evolução da economia angolana e a crescente confiança dos investidores nas oportunidades que Angola oferece.

Saudou os expositores nacionais e estrangeiros, que aceitaram o desafio de apresentarem os seus produtos, serviços e soluções, reconhecendo que a participação dos mesmos constitui uma demonstração de confiança no potencial da economia angolana e uma contribuição concreta para o fortalecimento das relações comerciais, do investimento e da inovação.

José de Lima Massano salientou que, mais do que substituir importações, produzir localmente significa incorporar conhecimento, gerar valor acrescentado, fortalecer as cadeias nacionais de produção, estimular a inovação e criar condições para que as empresas angolanas conquistem novos mercados.

Sublinhou que inovar deixou de ser uma opção para se afirmar como condição indispensável, para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos bens e serviços e responder às exigências de uma economia global em permanente transformação.

Enfatizou que, nos últimos anos, Angola tem vindo a consolidar um ambiente macro-económico mais estável, desenvolvimento fundamental para atrair investimento, promover a diversificação da economia e reforçar a confiança dos agentes económicos.

Deu a conhecer que se assiste ao fortalecimento gradual da produção nacional e ao dinamismo crescente de sectores da agricultura, indústria transformadora, energia, transportes, telecomunicações, turismo e serviços.

Disse que a agricultura constitui um exemplo particularmente expressivo desta transformação, tendo, em uma década, duplicado o seu peso na formação do Produto Interno Bruto, o que reflecte o impacto das políticas públicas orientadas para o aumento da produção nacional e reforço da segurança alimentar.

Exortou para a necessidade de se continuar a investir no capital humano, infra-estruturas, logística, tecnologia e inovação, assim como em prosseguir as reformas destinadas a simplificar procedimentos administrativos, melhorar o ambiente de negócios e ampliar o acesso ao financiamento produtivo, em particular para as pequenas e médias empresas.

Ao considerar o sector privado como crucial, destacou que a experiência internacional demonstra que nenhum país alcançou níveis elevados de desenvolvimento sustentável sem empresários capazes de investir, inovar, assumir riscos e criar riqueza.

Realçou que as políticas de transformação económica têm sido acompanhadas por políticas públicas orientadas para a inclusão social, redução da pobreza e criação de mais oportunidades, lembrando que no primeiro trimestre deste ano, a economia angolana registou um crescimento de 5,3 por cento.

Revelou que, entre Janeiro de 2023 e Junho de 2026, foram criados cerca de 774 mil empregos formais, dos quais aproximadamente 95 por cento resultaram da dinâmica do sector privado, números que demonstram que, quando se criam condições adequadas para o investimento e para a iniciativa empresarial, os benefícios chegam às famílias e às comunidades.

Concluiu dizendo que o Executivo espera que o sector privado continue a investir, inovar, produzir, exportar e criar emprego, e desejou que expositores, empresários, investidores e visitantes celebrem novas parcerias, novos investimentos e novas oportunidades de negócio.

Assistiram a abertura da feira, o ministro da Indústria e Comércio, Rui de Oliveira, o secretário-geral da Zona de Comércio Livre Continental Africana, o secretário de Estado da Economia de Portugal, membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola, empresários, investidores e expositores, entre outros.

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