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Região da Okavango-Zambeze livre de minas para facilitar promoção do turismo

Panorama da área Transfronteiriça de Conservação do Okavango
Panorama da área Transfronteiriça de Conservação do Okavango Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h10 28/07/2026 - Actualizado às 10h10 28/07/2026

Luanda - A região angolana do Projecto Transfronteiriço de Conservação da Biodiversidade Okavango-Zambeze (KAZA), que abrange os municípios do Cuito Cuanavale, Mavinga, Rivungo e Dirico (província do Cuando), foi, em Outubro do ano passado, declarada livre de minas e outros engenhos explosivos.

Em declarações ao Jornal de Angola, em Mavinga, o director-geral da Halo Trust em Angola, Jack Lister, revelou que os 150 campos minados da região angolana do KAZA, numa extensão de 17 milhões de metros quadrados, foram totalmente desminados pela organização não governamental britânica.

O processo, realizado entre 2020 e Outubro de 2025, permitiu remover e destruir cerca de 25 mil minas anti-pessoal e anti-tanque.

Jack Lister explicou que o processo de desminagem foi financiado pelo Governo angolano, num valor estimado em 60 milhões de dólares e, além dos municípios do Cuito Cuanavale, Mavinga, Rivungo e Dirico, abrangeu também os parques nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana.

Segundo disse, o êxito do processo deveu-se a utilização de drones detectores de metais de última geração e meios mecânicos, como buldózeres e máquinas de inspecção de solos contaminados.

Nas áreas abrangidas pelo projecto KAZA, a Halo Trust ficou encarregue de desminar os campos, ao passo que as operadoras do Centro Nacional de Desminagem (CND), das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia de Guarda Fronteiras (PGF) assumiram a limpeza das principais vias de acesso.

Jack Lister informou ainda que o processo gerou emprego para mais de 800 cidadãos residentes, ao longo dos perímetros intervencionados.

Do total, 45 por cento foram mulheres, integradas em funções que foram de sapadoras, chefes de secção e supervisoras, a mecânicas, motoristas e pessoal de apoio.

Jack Lister referiu que o Cuando, devido a sua dimensão territorial e as consequências deixadas pelos conflitos armados, está no centro das atenções para desminagem, razão pela qual a Halo Trust está a negociar com o Governo angolano para que o processo se estenda a mais áreas consideradas de risco, incluindo as províncias do Cubango e Bié.

A Halo Trust desenvolve acções de desminagem em Angola há mais de 30 anos, sendo um dos principais desafios da organização assegurar o financiamento junto de instituições doadoras, deu a conhecer.

Além de intervir nas áreas inseridas no projecto KAZA, a organização procede também a desminagem de terrenos contaminados em Menongue e no Longa (província do Cubango).

Estas operações em território do Cubango contam com o suporte financeiro dos Governos dos Estados Unidos, do Reino Unido e outros parceiros internacionais.

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