UNITEL admite que ataque cibernético pode ter ligação ao processo de entrada em bolsa
Luanda - A UNITEL admitiu a possibilidade de o ataque cibernético sofrido na madrugada de terça-feira, ter sido uma acção deliberada para perturbar o processo de admissão das acções da operadora à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, citado pelo JA Online, a empresa destacou a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação das suas acções, referindo que esta hipótese está entre as linhas de investigação em curso.
“A Unitel não pode deixar de notar a coincidência temporal entre o incidente e a véspera do início da negociação das Acções, pelo que não exclui, entre as hipóteses em avaliação, tratar-se de um ataque deliberado e dirigido, com o possível intuito de perturbar o processo de admissão das acções à negociação”, refere o comunicado.
O ataque afectou os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, atingindo clientes particulares e empresariais.
A operadora esclareceu, contudo, que os serviços fixos de telecomunicações suportados por fibra óptica e feixes hertzianos permaneceram operacionais.
Segundo a operadora, as equipas técnicas e de cibersegurança activaram de imediato os protocolos de resposta e contenção, estando o incidente “controlado”. A empresa garante que mobilizou todos os meios disponíveis para a reposição integral dos serviços.
Rede móvel restablecida em 15 províncias
A recuperação da rede móvel começou de forma gradual a partir das 11h45 de 29 de Julho, com reposição parcial dos serviços de voz, dados e Internet em várias províncias, incluindo Luanda, Bengo, Benguela, Huambo, Huíla, Namibe, Malanje, entre outras.
A operadora prevê a normalização progressiva dos serviços nas restantes províncias e assegura que nunca tinha enfrentado um incidente desta dimensão, apesar de dispor de sistemas de cibersegurança, planos de continuidade de negócio e mecanismos de monitorização permanente de ameaças.
A UNITEL mantém em avaliação as causas do ataque, incluindo a hipótese de uma tentativa externa de afectar o processo de admissão das suas acções à negociação.