NEGóCIOS

Volume de negócios na BODIVA fixa-se 452,33 mil milhões de kwanzas em Maio

BODIVAImagem: DR

05/07/2026 11h27

Luanda - O volume de negociação nos mercados da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) cifrou-se em 452,33 mil milhões de kwanzas, em Maio último, o que representa um decréscimo mensal de 44,68 por cento e uma variação homóloga positiva de 61,26 por cento.

No período em referência, o número de negócios realizados reduziu 18,23 por cento, face ao mês transacto, ao totalizar quatro mil e 172.

Segundo o relatório mensal, publicado esta sexta-feira, pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC), esta tendência esteve associada a menor intervenção da Unidade de Gestão da Dívida Pública, no âmbito das operações de compra e venda de títulos no mercado secundário, e reflecte uma menor apetência por parte dos investidores pelo Mercado de Registo de Operações sobre Valores Mobiliários (MROV).

Durante o mês de Maio, as Obrigações do Tesouro Não Reajustáveis representaram a maior fatia das transações em mercado regulamentado, com 71,89 por cento do volume total, equivalente a 325,16 mil milhões de kwanzas.

Seguem-se as Obrigações do Tesouro em Moeda Externa com 22,81 por cento, correspondente a 103,16 mil milhões de kwanzas, ao passo que os Bilhetes do Tesouro contribuíram com 4,35 por cento (19,65 mil milhões) e as Acções com 0,93 por cento (4,210 mil milhões).

O relatório sinaliza que a menor expressão na participação das transações foram das Ofertas Públicas com 0,03 por cento (134,22 milhões de kwanzas), seguido pela Unidade de Participação, com apenas mil 750 mil kwanzas.

Relativamente a participação dos agentes do mercado na BODIVA, a BFACM (BFA Capital Markets) foi o membro mais representativo, na perspectiva de compra (50,31%) do mês em análise, e a ÁUREA na perspectiva de venda (36,98%) nas negociações.

Quanto a participação dos investidores na BODIVA, em Maio, o documento elucida que 61,35 por cento das transações de instrumentos financeiros foram efectuadas por investidores institucionais e os restantes 38,65 por investidores não institucionais.

No período em análise, o sector bancário apresentou na perspectiva da compra um peso de 21,64 por cento nas negociações e liderou na perspectiva de venda, com um peso de 68,44 por cento.

Ainda na óptica da compra, segundo o relatório, destacaram-se os Fundos de Investimento, liderando com um peso de 22,19 por cento, ao passo que na venda a UGD evidenciou-se com um peso de 14,69 por cento nas negociações.

Participaram, no período em análise, mil 534 investidores, o que representa um decréscimo de 66,28 por cento, face ao número de investidores participantes das negociações do mês transacto. Destes, 62,06 por cento foram particulares e 37,94 empresariais.

No mês em referência, a capitalização bolsista situou-se na ordem de quatro mil milhões 259,93 mil kwanzas, correspondendo a uma redução de 3.38 por cento face ao mês anterior, comportamento devido a desvalorização das acções da ENSA (-7,68%), BAI (-5,83%) e Banco Caixa Geral Angola (-5,39%).

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