ECONOMIA
Baixa inflação cria condições para crédito acessível - ministro de Estado
11/07/2026 14h48
Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica afirmou quinta-feira, em Luanda, que a redução da inflação cria melhores condições para alargar o acesso ao crédito a custos mais acessíveis, impulsionar a inclusão financeira, o investimento e crescimento económico.
José de Lima Massano fez esta afirmação ao destacar os dados mais recentes sobre a inflação em Angola, cuja variação homóloga abrandou para 10,11% em Junho deste ano, o nível mais baixo registado desde 2015, durante a abertura da 15.ª Reunião da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana.
Para o governante, a melhoria do ambiente de negócios e a estabilidade macroeconómica que o país tem registado protege os rendimentos das famílias, preserva a poupança, estimula o investimento e cria um contexto mais favorável ao desenvolvimento de soluções financeiras inovadoras e ao alargamento do acesso ao crédito.
Neste quadro, afirmou que a próxima etapa da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) não consiste apenas em aumentar o número de cidadãos com acesso ao sistema financeiro, mas em assegurar que esse acesso se traduza em melhores oportunidades, maior produtividade e mais bem-estar para as famílias.
José de Lima Massano referiu ainda que a implementação da ENIF contempla a criação de condições para que as empresas prestadoras de serviços de pagamentos móveis e digitais possam evoluir para a concessão de crédito, contribuindo para diversificar as fontes de financiamento da economia e ampliar o acesso a soluções financeiras.
O chefe da equipa económica do Governo observou que, apesar do curto período de implementação da ENIF, os resultados já são encorajadores, sendo que no final do primeiro trimestre de 2026, a taxa de inclusão financeira atingiu 51,7%, aproximando-se da meta de 65% definida para 2027.
Acrescentou que a taxa de bancarização alcançou 32% da população, o equivalente a cerca de 5,7 milhões de cidadãos integrados no sistema bancário formal, com a previsão de se elevar este indicador para 36% até 2027, permitindo que aproximadamente oito milhões de cidadãos disponham de uma conta bancária.
“A próxima etapa da ENIF não consiste apenas em aumentar o número de cidadãos com acesso ao sistema financeiro, consiste em assegurar que esse acesso se traduza em melhores oportunidades, maior produtividade e mais bem-estar para as famílias", sinalizou.
O governante descartou ainda o crescimento dos pagamentos móveis e digitais, que registaram um aumento de cerca de 56% no primeiro semestre de 2026 face ao período homólogo, totalizando aproximadamente 1,4 mil milhões de transacções, maioritariamente operações de transferências e pagamentos.
Na ocasião, anunciou que a implementação da ENIF prevê a criação de condições para que as empresas prestadoras de serviços de pagamentos móveis e digitais possam evoluir para a concessão de crédito, contribuindo para diversificar as fontes de financiamento da economia e ampliar o acesso a soluções financeiras.
Referindo-se à 15.ª Reunião da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana, encerrada esta sexta-feira, defendeu o reforço da cooperação entre os países africanos na promoção da inovação financeira, interoperabilidade dos sistemas de pagamento, literacia financeira e protecção do consumidor.