REFORMAS
Ministro de Estado defende continuidade das reformas estruturais
15/07/2026 12h35
Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, defendeu, esta terça-feira, no Soyo (Zaire), a continuidade das reformas estruturais em Angola para assegurar que o crescimento económico se traduza em prosperidade sustentável e inclusiva para todas as famílias angolanas.
Ao intervir nas quartas jornadas do Grupo Parlamentar do MPLA, que decorrem sob o lema "MPLA – Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro", Jos~e de Lima Massano apresentou um balanço das reformas económicas em curso e abordou o tema “Inflação em Angola: Causas, Efeitos e Desafios para a Governação”.
“Temos um progresso real e mensurável. Contudo, os desafios de consolidação exigem que mantenhamos firmemente o rumo das reformas estruturais para garantir que o crescimento económico se traduza em prosperidade sustentável e inclusiva para todas as famílias angolanas”, sustentou.
José de Lima Massano abordou a evolução da inflação, que continua a evidenciar uma trajectória sustentada de desaceleração, ao fixar-se em 10,11 por cento, em Junho último, enquanto a média dos últimos doze meses desceu para 14,54 por cento, o mais baixo valor, desde 2015.
Face aos 27,5 por cento registados no final de 2024, e aos 15,7 por cento observados em 2025, estes resultados traduzem os efeitos da coordenação entre as políticas monetária e fiscal e as reformas estruturais orientadas para a estabilidade macro-económica, adiantou.
Salientou que o controlo da inflação tem sido acompanhado por uma evolução favorável de outros indicadores económicos e sociais, e revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,32 por cento, no primeiro trimestre de 2026, e a taxa de desemprego reduziu de 31,9, em 2023, para 21,3, em 2025.
Disse que as estatísticas foram produzidas de acordo com a metodologia recomendada pela Organização Internacional do Trabalho, revelando que a taxa de insegurança alimentar severa recuou de 19,5 para 11,7 por cento, no mesmo período.
O rácio da dívida pública em relação ao PIB também diminuiu, tendo passado de 68,56 para 46,94 por cento, deu a conhecer.
Destacou igualmente o aumento do Investimento Directo Estrangeiro, que passou de 123,9 milhões de dólares, em 2023, para 959,4 milhões de dólares, em 2025, que reflecte a crescente confiança dos investidores no ambiente de negócios nacional e na consistência das reformas económicas.
Sublinhou que a economia angolana evidencia sinais concretos de transformação estrutural, já que pela primeira vez o sector petrolífero representa apenas 13,9 por cento do PIB, enquanto a agro-pecuária e silvicultura lideram, com 22,9 por cento, seguida do comércio, com 19,3.
Embora o petróleo continue a assegurar entre 90 e 95 por cento das receitas de exportação, o peso da receita fiscal petrolífera no total das receitas do Estado caiu de 79,3, em 2023, para 57,2 por cento, em 2025, evidenciando o fortalecimento gradual das receitas não petrolíferas e uma base fiscal mais diversificada, enfatizou.
José de Lima Massano advertiu que subsistem desafios que continuam a exercer pressão sobre os preços internos, como a baixa produtividade nacional, constrangimentos no acesso ao mercado cambial, impacto da retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, electricidade e água, custos logísticos internos e elevados custos de financiamento para as pequenas e médias empresas.
Para consolidar os resultados alcançados, rev elou, o Executivo manterá o foco em quatro prioridades, nomeadamente o reforço da gestão macrofiscal prudente, a aceleração da diversificação económica, o aprofundamento das reformas estruturais e a preservação da estreita coordenação entre a política monetária do Banco Nacional de Angola e a política fiscal do Tesouro Nacional.