KWANZA

Moeda Kwanza já está integrado no Sistema de pagamentos dos países da SADC

Kwanza está integrado no sistema de pagamentos dos países da SADC Imagem: DR

28/07/2026 14h14

Luanda - O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, e o seu homólogo do Banco de Reserva da África do Sul e presidente do CCBG, Lesetja Kganyago, formalizaram, segunda-feira, em Luanda, a integração do Kwanza como moeda de liquidação no Sistema de Liquidação a Bruto em Tempo Real da SADC (SADC-RTGS).

A iniciativa é um marco nos esforços para impulsionar a integração comercial e financeira na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)

A inclusão da moeda angolana moderniza as transacções transfronteiriças na região, reduzindo custos operacionais, acelerando os prazos de compensação e aumentando a segurança dos pagamentos.

O Kwanza torna-se a segunda moeda de liquidação admitida no SADC-RTGS que, desde a sua criação em 2013, operava exclusivamente com o Rand sul-africano. Actualmente, o sistema conta com a participação de 15 países da região.

Nesta fase inicial, cinco bancos comerciais angolanos foram autorizados a operar na plataforma regional, nomeadamente o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Banco Internacional de Crédito (BIC), o Banco de Negócios Internacional (BNI), o Banco de Crédito Sul (BCS) e o Banco Yetu.

Ao permitir a liquidação directa em kwanzas, as instituições financeiras e empresas evitam a necessidade de conversões cambiais por meio de moedas estrangeiras externas ao sistema, diminuindo significativamente os custos repassados aos clientes.

O plano estratégico da organização prevê a inclusão oportuna de outras divisas regionais, estando o Pula, do Botswana, em fase avançada de integração.

De acordo com o comunicado oficial divulgado no portal do BNA, citado pelo JA Online, “a implementação da capacidade multimoeda no sistema SADC-RTGS é uma das iniciativas estratégicas para fortalecer a integração financeira regional, promover o uso de moedas locais no comércio transfronteiriço e reduzir a dependência de moedas de fora da SADC”.

O Banco Central sublinha ainda que a diversificação facilita as trocas comerciais directas entre empresas e clientes, optimizando a gestão de fluxos de caixa e garantindo maior agilidade no acesso a recursos na região.

Dando continuidade à intensa agenda de cooperação financeira na região, a capital angolana, Luanda, acolhe hoje a Reunião do Subcomité Macroeconómico do Comité dos Governadores dos Bancos Centrais da SADC (CCBG).

O encontro de alto nível reúne especialistas, técnicos seniores e decisores de políticas monetárias da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para alinhar estratégias de estabilidade económica.

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