Instituições combatem actos financeiros ilícitos
Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) e o Ministério do Interior (MININT) assinaram, segunda-feira, em Luanda, um protocolo de cooperação destinado a reforçar o combate à actividade financeira ilícita, aperfeiçoar os métodos investigativos e aumentar a capacidade de resposta institucional.
Durante a cerimónia, segundo notícia do JA Online, o governador do BNA, Manuel Tiago Dias, realçou que a parceria pretende fortalecer o Estado no combate à contrafacção da moeda, aos esquemas fraudulentos, aos crimes cibernéticos, às operações cambiais ilegais e ao branqueamento de capitais.
Explicou que o acordo prevê acções de educação e literacia financeira para os efectivos do MININT. A iniciativa inclui formação e sensibilização para incentivar uma melhor gestão das finanças pessoais, o uso seguro de produtos digitais e a ampliação do acesso aos meios electrónicos de pagamento.
Para o governador do BNA, a literacia é um instrumento de cidadania económica de extrema relevância para a estabilidade macroeconómica do país.
Manuel Tiago Dias defendeu que uma população financeiramente instruída é capaz de tomar decisões de consumo e poupança mais conscientes, mitigando os efeitos do mercado informal.
“Estamos convictos de que esta parceria contribuirá para reforçar a inclusão, proteger a moeda nacional e preservar a integridade do sistema”, sublinhou o responsável.
Aumento da confiança nos serviços disponíveis
Por sua vez, o ministro do Interior, Manuel Homem, frisou que as fraudes electrónicas, os crimes cibernéticos e a criminalidade económica evoluem com rapidez e sofisticação, ameaçando o património dos cidadãos e a estabilidade do mercado.
O governante alertou que a transição digital acelerada abriu brechas para redes criminosas transfronteiriças, exigindo uma modernização urgente das tácticas de policiamento.
Diante disso, destacou o valor estratégico da aliança, onde a conjugação do conhecimento técnico do BNA com a experiência investigativa do MININT permitirá criar mecanismos eficazes de prevenção e detecção de fluxos financeiros suspeitos.
“Este protocolo representa a união de competências e a certeza de que os grandes desafios do nosso tempo apenas podem ser superados através da coordenação institucional e da partilha de saber”, salientou.
Manuel Homem concluiu reafirmando que o foco das corporações sob a tutela do MININT, como o Serviço de Investigação Criminal (SIC), será o desmantelamento de redes de engenharia social que vitimizam consumidores vulneráveis.