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Descoberta nova reserva de petróleo em Angola

Plataforma de petróleo (Arquivo)
Plataforma de petróleo (Arquivo) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h21 18/08/2026 - Actualizado às 12h21 18/08/2026

Luanda – Uma nova reserva de petróleo e gás condensado foi descoberta, recentemente, no poço de exploração 105-4X, localizado no Bloco 0, na bacia do Baixo Congo, na costa da província de Cabinda.

Num comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e do grupo empreiteiro do bloco Zero é dado a conhecer que os resultados preliminares confirmam a existência de uma coluna de óleo e gás condensado, com mais de 600 metros no reservatório principal.

Segundo o comunicado, a descoberta apresenta mais de 90 metros de espessura líquida produtiva e excelentes propriedades petrofísicas de reservatório, evidenciando o potencial de viabilidade comercial.

Adianta que a descoberta será objecto de avaliação técnica e económica para desenvolvimento futuro, e projecta-se a ligação às instalações existentes no bloco, o que permitirá uma rota de produção mais eficiente, com menor necessidade de investimento adicional em capital e maior rapidez na monetização.

Citado na nota, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, incentivou a continuidade da identificação de novas oportunidades, em linha com o programa de exploração estratégico definido para este bloco.

Para Paulino Jerónimo, este resultado cria condições favoráveis para uma monetização célere, com impactos positivos na produção nacional, nas receitas da Chevron, na qualidade de operador, e parceiros do bloco e para o Estado angolano.

Por sua vez, o vice-presidente de exploração da Chevron, Kevin McLachlan, descreve a descoberta como um marco importante nos mais de 70 anos de história da petrolífera em Angola.

O Bloco zero é operado pela Chevron Corporation, através da sua subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que detém uma participação de 39,2 por cento.

As restantes participações são detidas pela Sonangol E&P (41 por cento), Total Energies (10) e Azule Energy (9,8).

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