COMBUSTíVEL

Ministro dos Petróleos admite crise de combustível em Angola

Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás Imagem: Cedida

07/08/2026 09h51

Luanda - O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, admitiu, esta quinta-feira, em Luanda, que o país enfrenta escassez de combustíveis, resultante do aumento do consumo e do preço no mercado internacional.

Ao intervir no Fórum sobre o Contributo da Mulher no sector do Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo adiantou ainda questões logísticas e a subvenção a que está sujeito o combustível no país, como outros factores que influenciam a escassez no mercado nacional.

Realçou que, com o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, a subvenção atingiu níveis exorbitantes, o que tem dificultado o abastecimento do mercado nacional, por parte da petrolífera Sonangol.

Sublinhou que o sector petrolífero atravessa um período de transformação, que exige cada vez mais conhecimento, inovação, rigor técnico, segurança, eficiência, boa governação e capacidade para responder aos desafios de um mundo energético em permanente mudança.

Para enfrentar os desafios, enfatizou, Angola deve aproveitar plenamente a capacidade dos seus quadros, que passa pela estratégia de criação de condições para que possam contribuir em igualdade de exigência, responsabilidade e mérito para o desenvolvimento do sector.

O Fórum sobre Contributo da Mulher no sector do Petróleo e Gás foi promovido pela Associação Muhato Energie, uma plataforma sem fins lucrativos, que se dedica a promover, capacitar e desenvolver liderança para mulheres no sector de Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em Angola.

De sublinhar que, devido a escassez de combustível, em algumas das principais cidades do país observa-se longas filas de todo o tipo de veículos motorizados para serem abastecidas. 

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