ESTRADAS

Ministro considera estradas cruciais para desenvolver sectores chave da economia

Estrada (Arquivo)Imagem: DR

20/08/2026 07h21

Luanda - O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, apontou esta quarta-feira, em Luanda, a rede de estradas como factor essencial para alavancar a produção nos sectores da agricultura, comércio, indústria e turismo.

Ao intervir na vigésima terceira edição do CaféCipra, que abordou o tema “A construção de estradas como alavanca à produção nacional”, Carlos dos Santos destacou que os 79 mil e 300 quilómetros de extensão da rede viária nacional têm um impacto directo no desempenho da economia do país.

Carlos dos Santos ressaltou a evolução do sector e o esforço contínuo do Executivo no processo de reabilitação, modernização e manutenção de estradas, assim como de pontes , ao longo dos últimos anos.

De acordo com Carlos dos Santos, a rede viária nacional principal é composta por 27 mil e 600 quilómetros, que liga as capitais das 21 províncias e o país com as fronteiras nacionais, dos quais 12 mil e 100 quilómetros estão asfaltados.

Relativamente a rede municipal de estradas, que compreende as antigas vias secundárias e terciárias com cerca de 51 mil e 700 quilómetros, dos quais 15 mil e 100 estão pavimentados.

Na ocasião, Carlos dos Santos recordou o percurso histórico do sector, e sublinhou que a rede viária registou uma forte regressão no período pós-Independência, devido aos danos causados pelo conflito armado, passando de 75 mil quilómetros para cerca de 51 mil quilómetros, em 2002.

Para inverter esse quadro, realçou as estratégias de recuperação, manutenção e construção iniciadas em 2003, com a implementação do Programa de Reabilitação de Infra-estruturas Rodoviárias.

Sublinhou que o seu sector está a executar os programas de Pesagem, Portagens e Estradas de Terra, visando assegurar a durabilidade do património viário e mitigar a degradação acelerada do asfalto.

Explicou que o Programa de Pesagem foca-se na instalação de balanças nos principais eixos viários, para disciplinar o tráfego e combater o excesso de carga, e prevenir o desgaste prematuro das vias.

Em relação ao Programa de Portagens, definiu como sendo um mecanismo complementar de arrecadação de receitas consignadas às acções permanentes de conservação rodoviária, enquanto o Programa de Estradas de Terra visa garantir a trafegabilidade contínua nas zonas rurais para facilitar o escoamento da produção para os grandes centros de consumo.

Disse que a aposta nas vias de terra visa oferecer uma alternativa mais rápida e económica para garantir a circulação em todo o país, facilitando o escoamento da produção agrícola e o transporte de bens dos centros de produção para os mercados de consumo.

O ministro sublinhou haver melhorias na acessibilidade a sectores essenciais, como o turismo, saúde e zonas mineiras.

Para assegurar a durabilidade das vias, explicou que estão a ser aplicados estabilizadores de solos adequados às especificidades de cada região do país, mediante testes técnicos promovidos pelo Laboratório de Engenharia de Angola, em parceria com empresas do sector.

No âmbito da preservação das infra-estruturas, Carlos dos Santos anunciou para este ano a instalação de balanças em pontos estratégicos e de tráfego intenso, com destaque para a Estrada Nacional 230 (EN-230), nas zonas de Maria Teresa e na entrada de Saurimo.

O plano contempla também a EN-100, após a Barra do Kwanza, onde decorrem os últimos testes técnicos, bem como o troço entre Cuanza Sul e Benguela.

Como medida definitiva, informou que todos os novos contratos de intervenção na rede viária em pontos críticos passarão a exigir obrigatoriamente a inclusão de balanças, visando conter o excesso de carga e assegurar a conservação do asfalto e das pontes do país.

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