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Produção de nióbio inicia em Novembro na Huíla

Metal raro nióbio
Metal raro nióbio Imagens: DR

Redacção

Publicado às 08h50 01/09/2026 - Actualizado às 08h50 01/09/2026

Luanda – O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, anunciou, sábado último, que a exploração de nióbio, em Quilengues (província da Huila), inicia em Novembro próximo.

Nióbio é um metal raro e estratégico usado para fortalecer ligas metálicas de aço, e é aplicado nas indústrias aeroespacial, automóvel, satélites, veículos eléctricos e reactores nucleares.

Em declarações à imprensa, na cerimónia celebrativa dos 32 anos do início das explorações no bloco petrolífero 15, Diamantino Azevedo precisou que o projecto está concluído e aguarda inauguração.

Adiantou que o projecto, que criou mil empregos directos e 200 indirectos, e deverá colocar Angola no mapa global de mais um recurso natural estratégico.

Com a entrada em funcionamento da estrutura, disse o ministro, Angola vai integrar a restrita lista de países produtores deste metal, integrada pelo Brasil e Canadá.

Segundo o dirigente, a exploração de nióbio contribuirá para captar divisas e diversificar a economia nacional.

Orçado em 150 milhões de dólares, o projecto é da responsabilidade da Sociedade Niobonga e prevê a produção de oito mil toneladas de ferronióbio e 150 mil de ácido sulfúrico.

No âmbito da responsabilidade social da empresa encarregue da exploração, foi construída uma infra-estrutura para retenção e armazenamento de água.

Segundo o ministro, uma das albufeiras construídas para apoiar a actividade mineira pode também contribuir para o abastecimento de água às populações das comunidades circunvizinhas.

O projecto prevê, igualmente, o fornecimento de energia eléctrica a partir de uma subestação localizada no Lubango, benefício que vai abranger a mineradora e as populações da região.

Diamantino Pedro Azevedo sinalizou a importância da futura exploração para a diversificação da economia nacional, captação de divisas e melhoria dos indicadores macro-económicos.

Realçou os investimentos sociais efectuados pela concessionária, sobretudo nos domínios do emprego, educação, acesso à água e energia eléctrica.

Considerou que a produção da mina poderá representar um novo marco para o sector mineiro angolano e reforçar a presença do país no mercado internacional de minerais estratégicos.

O projecto está a cargo da empresa chinesa Niobonga, que detém uma concessão de 461 quilómetros quadrados e prevê explorar, para além do nióbio, outros recursos minerais existentes na área, com destaque para o fósforo e o ferro.

Quilengues dista 143 quilómetros da cidade do Lubango, capital da província da Huíla.

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