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Destacada reforma e expansão do sector eléctrico

Secretário de Estado para Energia, Arlindo Carlos, discursa na abertura da quarta edição do Fórum Energia e Ambiente, promovido pelo Jornal Expansão
Secretário de Estado para Energia, Arlindo Carlos, discursa na abertura da quarta edição do Fórum Energia e Ambiente, promovido pelo Jornal Expansão Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h12 26/09/2026

Luanda - O secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos, destacou, esta sexta-feira, em Luanda, os avanços registados por Angola na expansão das infra-estruturas de produção, transporte e distribuição de electricidade.

Ao discursar na abertura da quarta edição do Fórum Energia e Ambiente, promovido pelo Jornal Expansão, sobre o tema "A Reforma do sector eléctrico e as parcerias público-privadas", Arlindo Carlos revelou que o país dispõe actualmente de cerca de seis mil e 400 megawatts de capacidade instalada de produção de energia

Disse que a matriz de produção e predominantemente renovável, ao atingir cerca de 70 por cento.

Arlindo Carlos sublinhou igualmente os progressos alcançados na interligação eléctrica das diferentes regiões do país, assim como os projectos em curso para reforçar a integração do Sistema Eléctrico Nacional, incluindo futuras interligações com países da região.

Sobre a Reforma do Sector Eléctrico, salientou que a revisão da Lei Geral de Electricidade, aprovada em 2025, estabeleceu as bases para um novo modelo de mercado, orientado para uma maior eficiência, transparência, sustentabilidade e participação de diferentes agentes.

Entre os principais elementos da reforma, destacou a separação das funções de Operador do Mercado e Operador do Sistema, a abertura progressiva do sector à participação privada e a criação de condições para relações comerciais mais directas entre produtores, comercializadores e grandes consumidores.

No domínio das Parcerias Público-Privadas, Arlindo Carlos considerou que estas constituem instrumentos importantes para a mobilização de capital privado, tecnologia, inovação e capacidade de execução, contribuindo para acelerar a implementação de projectos e melhorar a qualidade dos serviços.

Realçou que o Estado mantém o seu papel na definição das políticas, no planeamento e na regulação do sector, garantindo o enquadramento necessário ao desenvolvimento sustentável do Sistema Eléctrico Nacional.

Deu a conhecer que o processo de reforma exige o envolvimento coordenado das instituições públicas, empresas, investidores, instituições financeiras e especialistas, e considerou o fórum uma oportunidade para a troca de experiências e discussão de soluções para o futuro energético de Angola.

Na ocasião, apontou como principais desafios do sector o aumento da capacidade de produção, reforço da rede de transporte, melhoria da qualidade e cobertura da distribuição, expansão do acesso à electricidade e aumento da eficiência na comercialização para assegurar a sustentabilidade do Sistema Eléctrico Nacional.

Uma nota de imprensa do Ministério da Energia e Águas indica que o fórum reuniu responsáveis do sector, representantes de empresas públicas e privadas, especialistas e outros actores ligados ao desenvolvimento energético do país.

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