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Dívida Pública angolana aberta a investidores internacionais

Dívida Pública angolana aberta a investidores internacionais
Dívida Pública angolana aberta a investidores internacionais Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h56 29/09/2026 - Actualizado às 13h56 29/09/2026

Luanda - O mercado de títulos da Dívida Pública angolana abriu-se aos investidores internacionais, um marco considerado histórico e que resulta das reformas iniciadas em 2005, com a criação da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e reforçadas em 2010 com a criação da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGD).

As considerações foram feitas ontem, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) da CMC, Elmer Serrão, durante a abertura do "Global Investidores Day".

Na ocasião, Elmer Serrão afirmou que o mercado tem evoluído através da realização de ofertas públicasde acções, operações de recompra e fortalecimento da infra-estrutura de negociação, e este crescimento transacional possibilitou a movimentação de 5,8 biliões de kwanzas na BODIVA até Agosto de 2026, superando o volume de 5,8 biliões de kwanzas, registado em 2025.

Durante a sua explanação, Elmer Serrão sustentou que os indicadores macro-económicos demonstram um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,74 por cento no segundo trimestre, com um acumulado anual de 7,15 por cento, através do desempenho do sector não petrolífero, que cresceu cerca de 9,24 por cento, superando a expansão de 5,64 por cento do sector Petrolífero.

Elmer Serrão ressaltou, igualmente, as Reservas Internacionais que atingiram 15,3 mil milhões de dólares em Agosto, cobrindo 6,6 meses de importações, com a queda acentuada da inflação homóloga, passando de 18,88 por cento, em Agosto de 2025, para 8,78 por cento no período homólogo deste ano, “o nível mais baixo dos últimos anos”.

Para o responsável, esses dados macro-económicos contribuem para o alcance dos objetivos fundamentais e estratégicos deste fórum, assente na consolidação da confiança e a liquidez do mercado nacional, através da participação activa de investidores não residentes em títulos emitidos na moeda nacional.

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