INDúSTRIA

Inaugurada fábrica de soda cáustica na Baía Farta

Produção de sal, uma das principais matérias primas para produzir soda cáustica (arquivo)Imagem: DR

18/09/2026 11h04

Luanda - Uma fábrica de produtos químicos denominada "Calombolo Química", localizada no município da Baía Farta, com capacidade anual de produção de 50 mil 370 toneladas, foi inaugurada, esta quinta-feira, pelo governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior.

A unidade fabril produz soda cáustica, hipoclorito de sódio e ácido clorídrico, produtos destinados a diversos sectores de actividade, com destaque para o tratamento de água, saneamento, higiene, indústria alimentar, sector petrolífero e mineração.

De acordo com o proprietário da fábrica, Adérito Areias, estes produtos são fundamentais para o desenvolvimento de várias actividades económicas e podem igualmente contribuir para a criação de oportunidades de negócio nas comunidades.

Explicou que, através da utilização destes produtos, pequenos empreendedores poderão fabricar sabão, detergentes e desengordurantes, criando os seus próprios negócios.

“É a primeira fábrica do género em Angola e a terceira em África, construída com tecnologia de electrólise de membrana, um dos processos mais modernos e ambientalmente recomendáveis, utilizado na indústria dos cloro-álcalis”, afirmou.

Adérito Areias informou que a tecnologia de membrana permite evitar processos mais poluentes e assegurar elevados padrões de segurança e controlo ambiental durante a produção.

Quanto à matéria-prima, explicou que é obtida a partir da captação de água das salinas, razão pela qual a fábrica foi projectada junto ao mar, de modo a facilitar o processo produtivo.

Construída numa área de cinco mil metros quadrados, a “Calombolo Química” criou 45 postos de trabalho directos, ocupados por técnicos e operadores que, segundo o proprietário, constituem o “verdadeiro coração” da unidade fabril.

Adérito Areias considerou que o início da actividade da fábrica ocorre num momento importante, marcado pelo reforço da produção nacional e pela definição de bens que o país já possui capacidade para produzir internamente.

“Cabe aos produtores nacionais corresponder a essa confiança, garantindo qualidade e regularidade no fornecimento dos produtos a preços competitivos”, defendeu.

Em relação aos mercados, além de assegurar a cobertura da procura nacional, a “Calombolo Química” prevê expandir os seus produtos para o mercado regional, aproveitando as oportunidades proporcionadas pelo Corredor do Lobito.

O projecto foi financiado por uma linha de crédito do Deutsche Bank (Alemanha), em cerca de 24 milhões 831 mil euros, operacionalizada pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

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