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Comissão da ONU recomenda reforço da diversificação económica em Angola

Sala do Palácio das Nações em Genebra, Suíça
Sala do Palácio das Nações em Genebra, Suíça Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 11h25 01/10/2026

Luanda - As prioridades de Angola no fortalecimento das capacidades produtivas e diversificação económica foram apontadas, recentemente, como recomendações finais da septuagésima terceira sessão da Comissão de Comércio e Desenvolvimento da ONU, realizada de 14 a 25 de Setembro último, em Genebra (Suíça).

A sessão da Comissão da Conferência das Nações Unidas e Desenvolvimento (CNUCED), que contou com a participação de diplomatas angolanos junto da ONU, recomendou a agregação local de valor e integração entre os sectores de serviços, agricultura e indústria.

Uma nota de imprensa da Missão Permanente de Angola junto da ONU em Genebra adianta que as recomendações incluem a melhoria das infra-estruturas físicas, digitais, redução dos custos comerciais, gestão sustentável da dívida pública e criação de mecanismos de transição para evitar a retirada abrupta do apoio internacional.

De acordo com a nota, foi recomendado que a graduação económica de Angola deverá traduzir-se em avanços reais e mensuráveis, nomeadamente no aumento da produtividade, criação de emprego, diversificação de receitas e reforço da resiliência face a choques externos.

Os participantes sublinharam que a transição da categoria de Países Menos Avançados para outro nível de graduação só será bem-sucedida, se resultar na melhoria efectiva das condições de vida das populações.

A sessão avaliou a contribuição da CNUCED para a implementação do Programa de Acção de Doha (Catar) nos Países Menos Avançados, e analisou o período entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026.

Esse programa visa apoiar as nações mais vulneráveis na superação de fragilidades estruturais e no reforço das suas capacidades produtivas, tendo os participantes alertado que a execução do plano global está aquém das metas preconizadas.

Consideraram ainda que o principal obstáculo é a insuficiência de escala, previsibilidade e continuidade do financiamento internacional.

NA ocasião, a representação diplomática de Angola sugeriu que o país deve aprofundar a cooperação com a CNUCED, através da apresentação de projectos nacionais concretos e da mobilização de assistência técnica direccionada para as áreas onde persistem as maiores dificuldades.

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