Sócio-gerente da Vivagel defende aposta no empresariado nacional
Luanda - O empresário e sócio-gerente da Vivagel, detentora do gelado Rabugento, António Azevedo, defendeu recentemente, em Luanda, no programa Especial Entrevista, da Rede Girassol, a aposta no empresariado nacional para fazer comércio no país.
Durante a entrevista, o empresário falou da sua actividade, bem como do mercado angolano de negócios.
Ao abordar o tema sobre o mercado nacional, considerou que Angola ainda é um país jovem, tendo em conta que a paz foi alcançada em 2002. Apesar de reconhecer os progressos registados desde então, afirmou que ainda há muito por fazer e que algumas oportunidades de desenvolvimento não foram aproveitadas.
No seu ponto de vista, o mercado angolano começa agora a expandir-se, mas precisa de apostar na criação de indústrias. Para si, o desenvolvimento industrial poderá contribuir para o crescimento económico e para a criação de oportunidades no país.
António Azevedo destacou igualmente o potencial dos jovens angolanos, considerando que existem recursos humanos com valor, mas diz que ainda faltam empresas capazes de aproveitar essas competências.
Defendeu, por isso, a abertura de mais indústrias, o investimento em tecnologia e a criação de condições para que os jovens possam desenvolver as suas capacidades.
“Por exemplo, para fazer comércio, nós temos aqui angolanos empreendedores. Nós precisamos é de investidores, de pessoas que invistam pesado em áreas, precisamos de professores também”, sublinhou.
Acrescentou que, com o desenvolvimento da indústria, Angola poderá formar profissionais capacitados para, dentro de cinco ou dez anos, criarem novas unidades industriais.
António Azevedo considera que este caminho permitiria gerar mais-valias para o país e reforçar a capacidade produtiva nacional.
Relativamente aos incentivos fiscais, pede maior flexibilidade, sobretudo na importação de tecnologia e maquinaria, por considerar que Angola ainda depende do exterior para obter equipamentos essenciais.
Para o empresário, o Estado deve prestar mais atenção a este sector, criando condições que facilitem a aquisição de máquinas e incentivem a produção, com vista à geração de receitas e ao desenvolvimento da economia.
A Vivagel, que assinala 16 anos de actividade no mercado angolano, conta actualmente 29 lojas, a maioria na capital do país, e uma em Benguela, e emprega 350 trabalhadores, todos angolanos, sendo que comercializa cerca de quatro mil gelados e 1.500 hambúrgueres por dia.