África Subsaariana cresce mais e emprego e pobreza continuam a preocupar
Luanda - O Banco Mundial prevê que a economia da África Subsaariana cresça 4,3 por cento este ano.
A melhoria ainda é insuficiente para reduzir substancialmente a pobreza e criar empregos para uma população activa em rápido crescimento.
Na actualização económica divulgada ontem, a instituição reviu em alta as previsões para perto de três quartos dos países da região. Angola, Etiópia, Nigéria e Zâmbia estão entre as economias com melhores perspectivas.
Segundo o Banco Mundial, as reformas económicas, o aumento da procura interna e novos investimentos ajudam a sustentar o crescimento.
Persistem, porém, pressões sobre as famílias e os Estados. A subida dos preços internacionais dos combustíveis, alimentos e fertilizantes ameaça agravar a inflação. E os encargos da dívida continuam a limitar os recursos disponíveis para saúde, educação e infra-estruturas.
O relatório dedica também atenção à inteligência artificial. A instituição defende aplicações adaptadas às necessidades africanas, na agricultura, saúde e educação. Para isso, aponta como prioridades electricidade fiável, acesso à Internet e formação.