Angola regista crescimento económico de 5,3 por cento e inflação de 10,8 por cento
Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, disse, esta quinta-feira, em Luanda, que depois de um período de recessão, a economia angolana retomou o crescimento, em 2021, com uma expansão de cerca de três por cento.
Ao apresentar a sua Mensagem sobre o Estado da Nação, na abertura da quinta sessão legislativa da quinta Legislatura da Assembleia Nacional, João Lourenço sublinhou que, no primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,32 por cento, em termos homólogos.
Recordou que dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o desempenho foi impulsionado pelo sector não petrolífero, que cresceu 6,22 por cento, enquanto o sector petrolífero registou uma contracção de 0,21 por cento.
Na sua mensagem, João Lourenço referiu que Angola mantém uma produção petrolífera superior a um milhão de barris por dia, e destacou a revisão do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), como medida destinada a reduzir a carga fiscal sobre bens essenciais.
Ao referir-se ao programa de privatizações, sublinhou que o mesmo está orientado para reduzir a participação directa do Estado na actividade económica e dinamizar o mercado de capitais.
Relativamente a dimensão da economia angolana, apontou um Produto Interno Bruto nominal estimado em 141,7 mil milhões de dólares referente ao período em apresentação, salientando que, nos últimos dois anos, o crescimento médio rondou os quatro por cento, com contributo dos sectores não petrolíferos, no quadro dos esforços de diversificação da economia.
No domínio dos preços e do emprego, deu a conhecer a redução da inflação de 27,5 por cento, em 2024, para 10,8, em Junho de 2026, bem como a descida da taxa de desemprego de 31,5 por cento, em 2024, para 21,3, no primeiro trimestre deste ano.
Quanto a posição externa do país, João Lourenço referiu que as reservas internacionais estão na ordem dos 16,2 mil milhões de dólares.
Os números apresentados pelo Presidente João Lourenço reflectem a evolução económica de Angola, num contexto em que a diversificação da economia, a dependência do sector petrolífero, o comportamento dos preços e a criação de emprego continuam a integrar os principais desafios do país.