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Angola apresenta prioridades e oportunidades de investimento

Secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga (à dir.)
Secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga (à dir.) Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h16 15/10/2026 - Actualizado às 12h16 15/10/2026

Luanda - As prioridades e oportunidades de investimento de Angola nos domínios da agricultura, segurança alimentar e infra-estruturas foram apresentadas, terça-feira, durante um fórum de investidores realizado em Bangkok, na Tailândia.

No painel dedicado aos sectores viáveis, o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, apontou a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, aprovada em 2025, como o principal instrumento para impulsionar a produção local, facilitar o acesso aos alimentos e promover a nutrição.

Entre as iniciativas em curso, segundo notícia do JA Online, o governante salientou os projectos voltados à agricultura familiar e comercial desenvolvidos com a parceria do Banco Mundial.

Entre eles, destacam-se o Projecto de Transformação da Agropecuária Familiar de Angola (MOSAP III), o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), o Projecto de Apoio à Agricultura Familiar e Comercialização (SAMAP) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura de Regadio.

Luís Epalanga enfatizou também o impacto do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA).

Orçado em 4,2 mil milhões de dólares, o plano abrange as províncias do Cunene, Huíla e Namibe, com foco directo na erradicação da fome e da pobreza.

No campo do financiamento, indicou a capitalização de instituições de fomento, como o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), o Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) e o Fundo de Garantia de Crédito (FGC), além das iniciativas AgriConnect e AgriInvest, desenhadas para mobilizar capital privado para o sector e para a agro-indústria.

O secretário de Estado fez ainda referência aos programas KWENDA e FRESAN, que reforçam a resiliência de famílias vulneráveis frente às alterações climáticas.

Como áreas prioritárias de investimento, identificou a agricultura comercial, a logística de transportes e a infra-estrutura de apoio à produção, apontando a urgência em sistemas de irrigação, armazenamento, conservação a frio e unidades de processamento para conter as perdas pós-colheita e agregar valor à produção nacional.

De acordo com o responsável, a articulação entre produção, crédito e infra-estruturas será o caminho para reduzir a dependência das importações alimentares, gerar empregos e ampliar a inserção do sector privado na economia de Angola.

O fórum ocorreu paralelamente às Reuniões Anuais do Banco Mundial e do FMI, que decorrem de 12 a 18 de Outubro de 2026 na capital tailandesa, sob o lema “Novos Horizontes da Tailândia: Capacitar as Pessoas, Construir Resiliência”.

Este evento de dimensão global reúne as principais lideranças financeiras, governantes e decisores políticos do mundo.

Ao apresentar as suas reformas estruturais em Banguecoque, Angola procura não só consolidar as suas parcerias institucionais, mas também atrair investimento directo estrangeiro capaz de sustentar os novos programas de desenvolvimento rural e segurança alimentar.

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