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Ministro da agricultura defende gestão profissional dos perímetros irrigados

Ministro da Agricultura e Floresta, Isaac dos Anjos, discursa na abertura do Ano Agrícola 2026-2027, no Cunene
Ministro da Agricultura e Floresta, Isaac dos Anjos, discursa na abertura do Ano Agrícola 2026-2027, no Cunene Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 13h06 25/10/2026 - Actualizado às 13h06 25/10/2026

Luanda – O ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, defendeu, este sábado, no Cunene, a adopção de um modelo de gestão profissional dos perímetros irrigados, para assegurar a manutenção das infra-estruturas hídricas e melhorar a produtividade agrícola no país.

Ao intervir na abertura oficial do Ano Agrícola 2026/2027, na localidade de Eko II, comuna da Mongua (município do Cuanhama), considerou necessário definir com clareza as responsabilidades das diferentes entidades envolvidas na administração das infra-estruturas, desde os proprietários dos activos e operadores dos sistemas de abastecimento de água até aos produtores, prestadores de serviços e compradores.

Segundo disse, a concentração de diferentes funções numa mesma entidade pode dificultar a transparência dos custos, comprometer a manutenção dos equipamentos e impedir a responsabilização dos intervenientes.

Isaac dos Anjos salientou que os investimentos realizados pelo Executivo na construção de barragens, canais e outros sistemas de abastecimento de água exigem uma utilização eficiente e mecanismos de gestão que garantam a sua sustentabilidade.

Esclareceu que, embora a água seja gratuita em Angola, os serviços e as infra-estruturas necessários para a sua captação, transporte e distribuição implicam custos de operação e manutenção.

Defendeu a necessidade de sensibilizar os utilizadores para a importância de assegurar recursos destinados à conservação dos canais, barragens, motobombas e tubagens, de modo a prolongar a vida útil dos equipamentos.

Exortou para a necessidade de reforço da capacidade técnica dos produtores, através da reabilitação das estações zootécnicas e experimentais para aproximar o conhecimento científico das necessidades das comunidades rurais.

Para Isaac dos Anjos, a melhoria dos conhecimentos técnicos e o aumento da produtividade constituem factores fundamentais para elevar os rendimentos das famílias, reduzir a vulnerabilidade económica das comunidades e travar a desertificação do meio rural.

No domínio da produção agrícola, recomendou culturas de rendimento e com procura no mercado, sobretudo nas regiões abrangidas por sistemas de irrigação, destacando a fruticultura pelo seu potencial de crescimento, industrialização e geração de emprego.

Defendeu igualmente a introdução de melhores práticas na actividade pecuária, incluindo a produção de pastagens, conservação de forragens por ensilagem e armazenamento de água para assegurar a alimentação dos animais.

Isaac dos Anjos anunciou uma iniciativa destinada aos titulares de concessões de terras agrícolas que se encontram devolutas, através da integração dessas áreas num programa de produção de girassol e rícino.

Adiantou que as terras abrangidas serão preparadas, corrigidas com calcário dolomítico, fertilizadas e semeadas, sendo os custos iniciais das operações pagos com o produto da colheita.

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