ÁGUA

Construção da futura barragem do Bero a 24 por cento de execução física

Barragem do Bero em construção na província do NamibeImagem: DR

08/10/2026 07h54

Luanda - As obras da futura barragem do Bero, em construção na província do Namibe, estão a 24 por cento de execução física, indica uma nota de imprensa do Ministério da Energia e Águas.

De acordo com a nota de imprensa, a empreitada constitui uma intervenção estruturante do Executivo para reforçar a segurança hídrica, dinamizar a produção agrícola e melhorar o abastecimento de água às populações, com impacto directo no desenvolvimento económico e social da região.

A futura barragem do Bero, com capacidade para armazenar cerca de 81,4 milhões de metros cúbicos de água, permitirá assegurar a irrigação de mil 417 hectares de terra arável, criando condições para o aumento da produção agrícola, reforço da segurança alimentar e expansão sustentável do sector agro-pecuário.

No domínio do abastecimento público, a infra-estrutura hídrica contribuirá, igualmente, para o fortalecimento dos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável, com impacto directo na cidade de Moçâmedes.

A referida obra enquadra-se na política do Executivo de ampliar e melhorar o acesso das populações à água, criando melhores condições para a saúde pública, dignidade das famílias e qualidade de vida.

Em relação a dimensão social e económica, o empreendimento prevê empregar cinco mil e 500 jovens.

As obras iniciaram em Março de 2025 e a conclusão está prevista para Março de 2028.

De acordo com a nota, a sua implementação também representa um investimento estratégico na criação de condições para a atracção de novos investimentos, expansão da actividade empresarial, dinamização das economias locais e geração sustentável de emprego.

Mais do que uma obra hidráulica, o projecto insere-se numa visão de longo prazo orientada para a valorização dos recursos hídricos e para a melhoria das condições de vida das populações.

Nesse sentido, o Governo reafirma o compromisso de acelerar a construção de infra-estruturas estruturantes, reduzir as assimetrias no acesso à água e criar bases sólidas para um desenvolvimento económico mais diversificado, resiliente e sustentável.

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