PESCAS
País reafirma-se como uma das economias azuis emergentes de Áfric
11/10/2026 13h06
Luanda - Angola reafirmou-se como uma das economias azuis emergentes do continente africano ao encerrar, com êxito assinalável, a sua participação na 27.ª Feira Internacional de Produtos do Mar Congelados (CONXEMAR 2026), no XIV Congresso Internacional (CONXEMAR-FAO-MAPA) e no Fórum de Negócios da Economia Azul – Vigo 2026, na Espanha.
Ao longo dos cinco dias de actividades, o país assumiu um papel de destaque nas discussões internacionais sobre o futuro das pescas e da Economia Azul, apresentando os avanços alcançados na gestão sustentável dos recursos marinhos, na investigação científica, na modernização dos sistemas de fiscalização e rastreabilidade, no combate à pesca ilegal, no desenvolvimento da aquicultura e na utilização de novas tecnologias para o fortalecimento da cadeia de valor do sector, informa uma nota enviada ao JA Online.
Um dos momentos mais marcantes da missão ocorreu no XIV Congresso Internacional CONXEMAR-FAO-MAPA, onde a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, apresentou a visão estratégica de Angola para uma Economia Azul assente na ciência, na inovação, na transformação digital, na sustentabilidade dos oceanos e na valorização dos recursos marinhos como factor de desenvolvimento económico, criação de emprego e reforço da segurança alimentar.
A governante destacou os investimentos realizados pelo Executivo na gestão pesqueira, na monitorização electrónica, na investigação científica e na aquicultura, defendendo igualmente uma maior mobilização de recursos internacionais para apoiar os países em desenvolvimento na modernização sustentável dos seus sectores marítimos.
Outro ponto alto da agenda foi o Fórum de Negócios da Economia Azul, que reuniu autoridades governamentais, representantes institucionais, empresários, investidores, organizações internacionais e entidades financeiras de Angola e Espanha.
O encontro constituiu uma importante plataforma de aproximação entre os sectores público e privado dos dois países, permitindo apresentar projectos estruturantes da Economia Azul angolana, promover oportunidades de investimento e reforçar o diálogo em torno de áreas prioritárias como as pescas, a aquicultura, a logística marítima, a investigação científica, a transformação industrial e a inovação tecnológica.
Na sua intervenção, a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva, destacou a importância estratégica do mar para o desenvolvimento económico do país, sublinhando o potencial da cooperação bilateral com Espanha para impulsionar a formação técnica, a investigação científica, a modernização das infra-estruturas marítimas e a transferência de conhecimento e tecnologia.
A diplomata reafirmou ainda o compromisso de Angola em aprofundar as relações institucionais e económicas com os seus parceiros espanhóis, promovendo uma colaboração assente na confiança, sustentabilidade e benefício mútuo.
O Fórum permitiu, igualmente, dar visibilidade internacional a importantes iniciativas e projectos do Executivo Angolano ligados à fiscalização das pescas, ao desenvolvimento da aquicultura, à investigação científica marinha, à modernização das infra-estruturas de apoio ao sector e à valorização industrial dos recursos marinhos, despertando o interesse de investidores e parceiros internacionais.
A missão permitiu também aprofundar as relações com importantes empresas espanholas e europeias que mantêm uma presença activa em Angola ou colaboram em projectos estratégicos para o desenvolvimento da Economia Azul nacional.
Entre estas destacaram-se a SATEC, parceira tecnológica do Estado Angolano em iniciativas de modernização e monitorização marítima, a Nueva Pescanova, uma das empresas com maior implantação histórica no sector pesqueiro angolano, a Globaltec, ligada ao desenvolvimento da aquicultura, e a Mariscos Rodríguez, com interesse na cooperação comercial do sector.