AGRICULTURA
"Rainha da Mandioca" angolana entre as 100 mulheres reconhecidas pela ONU
18/10/2026 12h07
Luanda – A angolana Teresa Mariz, conhecida como a “Rainha da Mandioca” no país, consta da lista das 100 mulheres distinguidas, recentemente, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), pela sua capacidade de liderança e inspiração na actividade agrícola.
A par das brasileiras Luena Pataxó e Joana Rodrigues Mousinho, a empresária agrícola angolana integra a lista das 100 Heroínas dos Sistemas Agroalimentares e do Desenvolvimento Rural, ao lado de outras líderes em todos os continentes, segundo noticiou, esta sexta-feira, o site das Nações Unidas.
A Rainha da Mandioca, que teve uma carreira de sucesso no sector bancário angolano, fundou a sua fazenda denominada “T.Mariz” há 20 anos, no Luena, província do Moxico, onde actualmente gere uma produção agrícola e pecuária com forte impacto na segurança alimentar regional.
Ela destaca-se também pelo pioneirismo na produção em grande escala dessa cultura vital, aliando a visão estratégica da gestão empresarial à experiência prática da terra em um contexto desafiador.
Teresa Mariz foi reconhecida por demonstrar como o empreendedorismo feminino pode impulsionar o desenvolvimento sustentável e inspirar uma nova geração de agricultoras no continente africano.
Segundo a empresária agrícola, a determinação e a inovação no campo são os pilares fundamentais para nutrir comunidades e transformar economias rurais.
A líder empresarial na província do Moxico dedica há mais de duas décadas a sua vida ao fortalecimento da produção alimentar local e ao desenvolvimento rural sustentável em Angola.
Para a FAO, o grupo das 100 Heroínas prova que “investir nas produtoras rurais é investir no futuro da humanidade” por meio de uma liderança feminina que nutre o mundo e protege o planeta.
Com o seu trabalho, realça, as premiadas abriram novos mercados, reforçaram a segurança alimentar, protegeram recursos naturais vitais e criaram oportunidades de emprego e formação para as próximas gerações.
A agência especializada da ONU destaca ainda que a trajetória de cada uma delas representa a união perfeita entre a força individual e o compromisso colectivo com sistemas agroalimentares mais inclusivos, resilientes e justos.
A FAO acrescenta, igualmente, que as trajetórias revelam a determinação e a inovação que, diariamente, moldam o futuro da alimentação, protegem a biodiversidade e impulsionam o progresso em comunidades de todo o mundo.
“Suas actuações abrangem toda a cadeia de valor agroalimentar, desde a pesca artesanal à gestão empresarial, da preservação de saberes ancestrais à liderança comunitária, provando que a transformação sustentável do planeta acontece tanto na terra quanto no mar.
O reconhecimento das referidas mulheres enquadra-se no Dia Mundial da Alimentação, que se assinala hoje, dia 16.
Esse feito coincide com as celebrações do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que visa dar visibilidade ao papel vital das mulheres nos sistemas agroalimentares, combater desigualdades estruturais e promover o acesso a recursos como terra, crédito e tecnologia.