INFRA-ESTRUTURAS
Executivo reitera aposta em infra-estrutura de apoio à actividade económica
20/10/2026 18h46
Luanda – O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reiterou, esta segunda-feira, em Luanda, a aposta do Executivo angolano em infra-estruturas de apoio à actividade económica, para melhorar a produtividade e o crescimento sustentável.
Ao intervir no encerramento do Fórum Empresarial Angola-Namíbia, presidido pela Presidente namibiana, Netumbo Nandi-Ndaitwah, citou a modernização dos portos e aeroportos e a expansão da malha rodoviária para ligar várias regiões do país como alguns dos exemplos.
Deu a conhecer que, actualmente, cerca de 70 por cento das zonas urbanas do país têm acesso à energia eléctrica da rede pública, numa altura em que se aumenta a produção de água, incluindo para atenuar os efeitos da seca no Sul de Angola.
Considerou que, fruto da combinação desses e outros factores, o tecido empresarial angolano tem vindo a ganhar maior dinamismo, tendo no segundo trimestre deste ano a economia expandido cerca de 8,74 por cento, em relação ao período homólogo, com o sector não petrolífero a registar um crescimento de 9,24 por cento.
Reconheceu que o crescimento sustentável exige estabilidade macro-económica, investimento produtivo, empresas competitivas, infra-estruturas eficientes e capacidade para transformar recursos naturais em bens de valor acrescentado que concorram para o bem-estar social.
Neste sentido, destacou que Angola tem vindo a dar passos determinantes no seu percurso de desenvolvimento, contando com a base económica mais ampla e suportada pelo segmento não petrolífero, que assume um peso de 85 por cento no Produto Interno Bruto (PIB).
De entre os avanços registados, José de Lima Massano fez referência a adequação da legislação financeira a padrões de referência internacional e, no domínio cambial, ressaltou a eliminação dos procedimentos administrativos que condicionavam a saída e entrada de capitais.
O mercado de acções, continuou, tornou-se uma realidade, contando já com seis empresas listadas, o que confere maior profundidade ao mercado financeiro.
Sob o lema “Impulsionar a industrialização regional, o investimento e o crescimento sustentável através de parcerias estratégicas”, o fórum foi realizado pela Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX), no quadro da visita de Estado da Presidente namibiana a Angola.
A par da apresentação do panorama de oportunidades de investimento dos dois países, o evento reservou painéis sobre “Construir Cadeias de Valor Alimentares e Agro-Industriais entre a Namíbia e Angola” e “Tirar Partido da Logística, dos Transportes, da Energia e dos Corredores Comerciais para Acelerar o Comércio e o Investimento entre a Namíbia e Angola”.
Participaram do fórum, empresários, investidores, ministros, membros do corpo diplomático acreditado em Angola.
Presidente da Namíbia defende construção de parcerias produtivas com Angola
Por seu lado, a Presidente da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, advogou o aprofundamento da cooperação económica com Angola, com base na construção de parcerias geradoras de emprego e promotoras do bem-estar dos dois povos.
Netumbo Nandi-Ndaitwah discursava no encerramento do Fórum Empresarial Angola-Namíbia, tendo realçado que a concretização deste passo requer intervenção do sector privado.
Na ocasião, manifestou ainda o desejo de transformar a relação entre Namíbia e Angola em uma parceria estratégica e dinâmica no domínio económico, tornando os dois países em “grandes contribuintes para o desenvolvimento regional e continental”.
Apontou para a necessidade de se reforçar a capacidade produtiva em ambos os lados, para reduzir a dependência ao sector petrolífero, e declarou que o seu país está aberto à investidores angolanos para desenvolverem projectos nos sectores da mineração, energia e água, agricultura, petróleo e gás, transporte e logística e turismo.
Augurou que fórum empresarial tenha servido de plataforma para conquistar novas oportunidades de investimento e desenvolvimento de parcerias sustentáveis e inclusivas, que reforcem a atenção às pequenas e médias empresas.
Referiu que as Agências de Promoção de Investimentos de Angola e Namíbia devem trabalhar juntas para compartilhar informações necessárias para os investidores e estabelecer uma abordagem prática para lidar com as barreiras burocráticas, designadamente fronteiriças e logísticas.