PETRóLEO

Exportação de petróleo rende 8,33 mil milhões no trimestre trimestre

Barril de petróleo Brent Imagem: DR

30/10/2026 13h16

Luanda – Angola exportou 88,74 milhões de barris de petróleo bruto, no terceiro trimestre do corrente ano, e arrecadou 8,33 mil milhões de dólares, uma redução de 6,71 por cento, em relação ao valor facturado no três meses anteriores.

A informação foi prestada, esta quinta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Alexandre Barroso, na apresentação dos resultados do mercado de petróleo bruto, referente aos meses de Julho, Agosto e Setembro.

Explicou que o volume exportado aumentou em 0,22 por cento, face ao segundo trimestre de 2026, mas registou uma redução de 2,87 por cento comparativamente ao período homólogo de 2025, noticia a Angop.

No período em referência, o preço médio ponderado do Brent, referência ao petróleo angolano, situou-se em 93,825 dólares por barril, segundo o secretário de Estado.

Apontou a China como o principal destino das exportações de petróleo bruto, com uma participação de 39,86 por cento, seguida da Índia, com 18,45, e Itália e a Espanha, com 5,63 e 5,03 por cento, respectivamente.

No segmento do gás natural, José Alexandre Barroso deu nota da exportação de aproximadamente 788,96 mil toneladas métricas, das quais 94,44 por cento corresponderam ao gás natural liquefeito, resultando em aproximadamente 867,13 milhões de dólares.

O volume de gás exportado reduziu 48,11 por cento comparativamente ao trimestre anterior e 51,49 por cento, em relação ao período homólogo de 2025, ao passo que o valor arrecadado recuou 30,12 por cento, em relação ao trimestre anterior, e 3,40 por cento face ao terceiro trimestre de 2025.

A Índia absorveu a maior parte do Gás Natural Liquefeito (LNG) angolano, com 83,14 por cento do volume exportado, seguida da Coreia do Sul, com 8,64, e Indonésia, com 8,21 por cento.

José Alexandre Barroso afirmou que o desempenho do sector no terceiro trimestre está ligado as mudanças económicas internacionais, as condições de segurança das rotas marítimas, as decisões dos países produtores e ao comportamento dos principais mercados consumidores.

Considerou que esta realidade exige de maior capacidade de antecipação, aperfeiçoamento permanente dos mecanismos de monitorização e uma coordenação cada vez mais estreita entre as instituições públicas e os operadores do sector.

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