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João Baptista Borges na China a reforçar parcerias para projectos estruturantes

Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, e embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote, visitam a empresa chinesa PowerChina
Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, e embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote, visitam a empresa chinesa PowerChina Imagens: DR

Redacção

Publicado às 12h28 03/11/2026 - Actualizado às 12h28 03/11/2026

Luanda - O Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, encontrou-se, esta segunda-feira, em Pequim, com responsáveis de empresas chinesas do sector das infra-estruturas, no quadro do reforço da cooperação bilateral e mobilização de soluções técnicas e financeiras para acelerar o desenvolvimento dos sectores energético e das águas em Angola.

Com efeito, João Baptista Borges manteve encontros com responsáveis de alto nível das empresas PowerChina e China Gezhouba Group Corporation (CGGC), com quem analisou o estado de execução de projectos estruturantes, os desafios associados à sua implementação e novas oportunidades de cooperação e investimento.

Na reunião com a PowerChina, foram avaliados os progressos dos projectos de combate aos efeitos da seca no sul de Angola e de abastecimento de água de Quilonga Grande, actualmente em curso, no Cunene e em Luanda, respectivamente, cuja conclusão e inauguração constituem prioridades para o Executivo angolano.

A reabilitação da Central Hidro-eléctrica de Capanda, particularmente a intervenção na unidade geradora 2, também esteve em análise, tendo o governante angolano exortado ao reforço do acompanhamento e aceleração das acções necessárias a concretização dos trabalhos, indica uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na China.

No domínio da transição energética, João Baptista Borges destacou a importância de complementar a expansão da produção solar com sistemas de armazenamento de energia.

Nestes termos, solicitou que a PowerChina a apresente uma proposta técnica para a instalação de sistemas de armazenamento por baterias, nos dois parques solares de Benguela, com uma capacidade conjunta de aproximadamente 360 megawatts, ficando a parte angolana responsável pela identificação das possíveis fontes de financiamento.

João Baptista Borges encorajou a empresa a ampliar a sua participação nos projectos nacionais, reforçando a transferência de tecnologia, formação de quadros angolanos e capacitação técnica, elementos considerados fundamentais para assegurar a sustentabilidade e autonomia progressiva na gestão das infra-estruturas.

Foram ainda abordadas oportunidades de cooperação na digitalização e modernização das infra-estruturas energéticas, gestão dos recursos hídricos, energias renováveis e formação especializada, incluindo a possibilidade de mobilização dos mecanismos de cooperação ligados à Universidade de Tsinghua e ao seu centro em África.

Por sua vez, a empresa chinesa manifestou disponibilidade em dar seguimento às iniciativas apresentadas, preparar propostas técnicas e manter uma articulação permanente com o Ministério da Energia e Águas.

Projecto hidro-eléctrico de Caculo Cabaça

Por outro lado, o Ministro da Energia e Águas reuniu-se com representantes da China Gezhouba Group Corporation (CGGC), para abordar questões ligadas ao acompanhamento da execução do Projecto Hidro-eléctrico de Caculo Cabaça, um dos maiores empreendimentos estruturantes do sector energético nacional.

Durante o encontro, a empresa apresentou o ponto de situação dos trabalhos, os recursos humanos e técnicos mobilizados no terreno e as perspectivas de cumprimento do cronograma de execução, e reiterou o compromisso com a conclusão do empreendimento e a entrada em funcionamento, em Agosto de 2029.

Na ocasião, João Baptista Borges sublinhou a necessidade de uma coordenação permanente entre as partes, assente na transparência, diálogo construtivo e  cumprimento rigoroso das responsabilidades contratuais, ao considerar que a concretização do projecto exige empenho e responsabilidade partilhada.

As questões financeiras, nomeadamente os pagamentos pendentes, a estrutura de financiamento e as responsabilidades do Estado angolano mereceram igualmente atenção.

O governante angolano defendeu o aprofundamento dos esclarecimentos técnicos e financeiros, em articulação com o Ministério angolano das Finanças, para identificação de soluções que garantam a continuidade regular dos trabalhos e preservação do calendário de execução.

Os encontros permitiram reafirmar o compromisso das empresas chinesas com os projectos em curso e a disponibilidade para aprofundar a cooperação com Angola, num contexto em que o Governo continua a apostar na expansão da capacidade de produção eléctrica, reforço da segurança hídrica e modernização das infra-estruturas nacionais, esclarece a nota de imprensa.

A embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote Allen, acompanhou a delegação angolana nos encontros.

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