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Ministra das Finanças destaca realização em Luanda da Cimeira Financeira

Ministra angolana das Finanças, Veras Daves, na Cimeira da Indústria Financeira Africana
Ministra angolana das Finanças, Veras Daves, na Cimeira da Indústria Financeira Africana Imagens: Edições Novembro

Redacção

Publicado às 19h48 03/11/2026 - Actualizado às 19h48 03/11/2026

Luanda – A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, destacou a estabilidade política e o ambiente de negócios, como factores essenciais para assegurar e estimular a participação de investidores privados e atrair capital internacional para os países africanos.

Ao intervir, esta terça-feira, em Luanda, no painel "Fazendo o capital contar: Transformar a força financeira de África num motor de crescimento e emprego", da sexta Cimeira da Indústria Financeira Africana (AFIS - sigla inglesa), adiantou que a consolidação dos fundamentos económicos constitui o primeiro passo para reforçar a confiança dos mercados e alavancar o crescimento do sector não petrolífero.

Vera Daves de Sousa disse que, entre os pilares vitais para a sustentabilidade económica, figuram o controlo da inflação, a sustentabilidade da dívida pública e os sinais positivos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero.

“A estabilidade política, bom ambiente de negócios, inflação sob controlo, uma dívida sustentável e bons sinais do PIB não petrolífero, assim como o desempenho das receitas fiscais não petrolíferas têm demonstrado um crescimento sustentado, nos últimos anos, em Angola”, enfatizou.

Sublinhou o esforço em curso, no âmbito da digitalização da Administração Pública, processo que visa aproximar os serviços do cidadão e apoiar o alargamento da base tributária.

Salientou que a criação de infra-estruturas estratégicas como estradas, pontes, redes de transporte ferroviário e energia continua a ser uma prioridade, o que incentiva a adopção de parcerias público-privadas, concessões e recurso ao mercado de capitais para atrair maior volume de investimento privado nacional e estrangeiro.

Na sua intervenção, defendeu que a previsibilidade e a robustez das instituições são determinantes para blindar o ambiente de negócios contra eventuais disrupções associadas aos ciclos políticos.

Exortou para a necessidade de os governos dos países africanos serem capazes de transmitir confiança a quem investe, demonstrando que o quadro legal e o funcionamento das instituições são estáveis e contínuos.

A Cimeira sobre a Indústria Financeira Africana decorre até quarta-feira, sob o lema "Fazendo o capital contar: acelerar o crescimento através das finanças africanas", numa iniciativa da empresa Jeune Afrique Media Group, em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Banco Mundial.

Cimeira constitui oportunidade para atrair novos investimentos

Na ocasião, Vera Daves de Sousa salientou que a realização da Cimeira Financeira Africana em Luanda constitui uma oportunidade ímpar para o país atrair novos investimentos, estabelecer parcerias estratégicas e apresentar a robustez dos seus indicadores macro-económicos.

Em declarações à imprensa, à margem da abertura do fórum, a ministra ressaltou que acolher pela primeira vez a cimeira em Angola resulta de uma solicitação apresentada pela equipa económica angolana durante a edição anterior.

Segundo disse, a presença em Luanda de importantes operadores das finanças africanas e internacionais permite o contacto directo com o mercado local e o estabelecimento de pontes de financiamento para os sectores público e privado.

Vera Daves fez saber que os investidores e as instituições financeiras presentes na cimeira de Luanda já estão informados sobre o desempenho económico de Angola.

Destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado pelo sector não petrolífero, a redução da taxa de inflação para um dígito (8,43 por cento) e o rácio da dívida pública sobre o PIB abaixo dos 60 por cento.

Reiterou o compromisso das autoridades angolanas em manter a previsibilidade regulatória e alinhar as práticas nacionais com os padrões internacionais, garantindo aos investidores segurança jurídica no repatriamento de capitais e no ambiente de negócios.

Durante os dois dias de trabalhos, a agenda inclui reuniões bilaterais, painéis de debate e contactos com instituições como a Corporação Financeira Internacional (IFC), visando o financiamento da banca comercial local, pequenas e médias empresas e projectos de grande dimensão.

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