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José de Lima Massano destaca transformação estrutural da economia angolana

ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursa no encerramento da Conferência Internacional sobre "Desinflação Sustentável e Credibilidade da Política Monetária", organizada pelo BNA
ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursa no encerramento da Conferência Internacional sobre "Desinflação Sustentável e Credibilidade da Política Monetária", organizada pelo BNA Imagens: Cedida

Redacção

Publicado às 20h02 05/11/2026 - Actualizado às 20h02 05/11/2026

Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reconheceu, esta quinta-feira, em Luanda, que Angola regista uma transformação estrutural da sua economia, que resulta na mitigação progressiva das suas vulnerabilidades externas. 

Ao discursar no encerramento da Conferência Internacional sobre “Desinflação Sustentável e Credibilidade da Política Monetária”, inserida nas celebrações do quinquagésimo aniversário do Banco Nacional de Angola (BNA), sublinhou que a transformação em curso na economia angolana sustenta o caminho para a consolidação da desinflação no país.

Recordou que a inflação é uma realidade que afecta directamente a vida das famílias, condiciona as decisões das empresas, influencia a poupança e o investimento e determina, em larga medida, a previsibilidade com que os agentes económicos podem organizar o seu futuro.

Sublinhou que muitas vezes se diz "que a inflação baixa é um bem público que deve ser por todos defendido", e lembrou que Angola viveu, durante os seus 50 anos de Independência, períodos recorrentes de inflação elevada e até mesmo de hiperinflação.

Salientou que foram vários os programas de estabilização macro-económica, incluindo com a adopção de componentes de correcção monetária, para que a moeda pudesse continuar a exercer na plenitude as funções de troca, de unidade de conta e de reserva de valor.

Destacou que, nos últimos 10 anos, registou-se um crescimento assinalável no sector agropecuário, que quase duplicou o seu peso na estrutura do Produto Interno Bruto (PIB), situando-se actualmente em cerca de 23 por cento.

Realçou ainda o facto de o segmento alimentar representar 58 por cento da indústria transformadora, excluindo a refinação de petróleo, e o Índice de Produção Industrial ter crescido 66 por cento, em Setembro do corrente ano.

Enfatizou a relevância dos indicadores ao recordar que cerca de 56 por cento da estrutura do Índice de Preços no Consumidor em Angola ter origem na classe de bens alimentares e bebidas não alcoólicas.

De acordo com José de Lima Massano, o Executivo continuará a disponibilizar incentivos para atrair investimento na agricultura, indústria transformadora, infra-estruturas logísticas e valorização da produção nacional.

"A disciplina orçamental, a gestão prudente da dívida pública, a melhoria da qualidade da despesa, os investimentos em infraestruturas de base, os incentivos e estímulos para reforçar a capacidade produtiva nacional são algumas das dimensões sob nossa responsabilidade, enquanto Executivo", disse, na ocasião.

Lembrou o percurso histórico de instabilidade de preços no país e a alteração do mandato do Banco Central, em 2021, que exigiu a revisão da Constituição e da Lei do BNA para assegurar a estabilidade de preços como missão primária da instituição.

A Conferência Internacional Comemorativa do aniversário do BNA visou estimular reflexões sobre o papel dos bancos centrais na promoção da desinflação sustentável e credibilidade da política monetária, enquanto factores essenciais para a preservação do poder de compra das famílias, redução da incerteza nas decisões económicas e fomento de um ambiente favorável ao investimento e ao crescimento económico.

O evento reuniu governadores de Bancos Centrais, membros do Conselho de Supervisores do Sistema Financeiro, gestores, quadros seniores de instituições financeiras, especialistas nacionais, internacionais e académicos.

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