UNESCO diz que crianças fora do ensino custam 10 biliões de dólares à economia
Luanda - Os cerca de 250 milhões de crianças e jovens que, em todo o mundo, não frequentam a escola ou têm carências educativas básicas, custam, anualmente, 10 biliões de dólares à economia global, alertou, segunda-feira, a UNESCO.
De acordo com a Lusa, no relatório publicado segunda-feira, sobre "o preço da inacção” e "o custo global privado, fiscal e social de meninas, meninos e jovens que não aprendem”, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pede medidas para corrigir a situação, até pelo seu peso económico. O principal argumento é que, segundo as estimativas, reduzir em 10% a percentagem de jovens que abandonam precocemente a escola contribuiria com um a dois pontos percentuais do PIB adicionais para o crescimento anual.
Por isso, sublinham os autores, "a educação parece ser um dos melhores investimentos que os países podem fazer”. Os autores do relatório referem que, apesar dos avanços registados nas últimas décadas no acesso à educação, há 250 milhões de crianças e jovens em todo o mundo que ainda estão fora da escola e 70% das crianças de 10 anos nos países com rendimentos baixos e médios são incapazes de compreender textos simples.
Além das considerações económicas, alertam também para os "graves danos sociais” causados pelas carências educativas. A este respeito, a UNESCO sublinha que as lacunas na aquisição de competências básicas estão associadas, em todo o mundo, a um aumento de 69% nas gravidezes precoces entre as mulheres jovens, enquanto no extremo oposto, todos os anos, o ensino secundário ajuda a reduzir o risco de as raparigas se casarem e terem filhos antes dos 18 anos.