MILITAR
Navios de guerra da Rússia fazem visita de rotina a Cuba

28/07/2024 20h24
Florida – Três navios militares da Rússia realizam uma visita de rotina ao largo da costa cubana, desde sábado, devendo permanecer nessa região até a próxima terça-feira, segundo a CNN.
Trata-se do navio de patrulha Neustrahimiy, o navio de treinamento Smolniy, e outros navios de apoio – todos da Frota do Báltico.
A CNN sublinhou que os moradores de Havana assistiram neste sábado à chegada de navios de guerra russos pela segunda vez em pouco espaço de tempo.
As autoridades cubanas dispararam tiros para o ar, sinalizando as boas-vindas da frota militar russa, que as Forças Armadas Revolucionárias Cubanas designaram de “uma visita de rotina”.
Entretanto, o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba informou, através da agência “RIA Novosti” que, durante a visita, os marinheiros russos vão reunir com o chefe da Marinha cubana, com autoridades de Havana e participarão de outros eventos.
Em 12 de Junho deste ano, um submarino nuclear russo, uma fragata e navios de apoio atracaram no porto de Havana, a menos de 160 quilómetros da Flórida, EUA.
Todavia, o Comando Norte dos Estados Unidos diz ter monitorado todas as abordagens e fez saber que “os movimentos da Rússia no Atlântico não representam nenhuma ameaça directa ou preocupação para os EUA”.
Por seu turno, a Euronews diz que alguns especialistas, consultados pela referida estação televisiva, descreveram a presença de navios de guerra da Rússia na região como "perturbadora", e acreditam que se trata de uma "demonstração de força" por parte de Vladimir Putin.
A chegada de navios da marinha russa e de um submarino nuclear ao largo da costa cubana em, Junho passado, reavivou recordações da Guerra Fria, mas as autoridades cubanas apressaram-se a garantir aos actores internacionais, e indiretamente à NATO, que “a visita dos marinheiros russos faz parte de uma série de actividades diplomáticas, como sinal das boas relações” entre Havana e Moscovo.
A Casa Branca informou que não vê esta acção como uma ameaça à sua segurança nacional, numa tentativa de dissipar as recordações sombrias da crise dos mísseis de 1962, mas a imprensa local diz que o Canadá e os EUA mobilizaram navios militares para a zona.
Embora “não exista qualquer ameaça para a região, segundo os governos dos países envolvidos”, os especialistas em segurança reconhecem que a situação é, no mínimo, preocupante para os Estados Unidos.
A crise dos mísseis de 1962 manteve o mundo em suspenso e suscitou o receio de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética.
A Euronews sublinha que o contexto internacional em que se desenrola a aproximação da Rússia a Cuba deve ser tido em conta, numa altura em que a tensão entre Washington e Moscovo aumentou devido à guerra na Ucrânia.
"A actual situação internacional é caracterizada pela vulnerabilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade", explicou à Euronews um especialista em segurança.