Conflitos geopolíticos pressionam preços do petróleo
Dallas - O barril de petróleo está a negociar em território negativo, numa altura em que os investidores acompanham de perto os desenvolvimentos nas negociações entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão. Ao mesmo tempo, novos dados económicos na China apontam para uma desaceleração do consumo interno este ano.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA e para entrega em Julho – está a ceder 0,42% para 61,88 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,44% para os 65,25 dólares por barril.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Majid Takhtravanchi, enviou uma mensagem às autoridades norte-americanas esta segunda-feira (19), explicando que as discussões sobre o programa nuclear do país “não levarão a lado nenhum” se Washington continuar a insistir que Teerão reduza completamente a sua actividade de enriquecimento de urânio, utilizado para fabricar bombas nucleares.
De acordo com analistas da StoneX, citados pela Reuters, um acordo entre os EUA e o Irão iria levar à entrada de 300 mil a 400 mil barris por dia no mercado petrolífero. “As negociações vão demorar bastante tempo até chegarem a um acordo, é difícil de prever”, explicou Robert Rennie, director de commodities no Westpac Banking Corp.
Na Europa, a Ucrânia e a Rússia parecem ter dado mais um passo para pôr fim ao conflito que assola o continente há mais de três anos.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as duas partes vão “começar as negociações imediatamente” para alcançar um cessar-fogo, mas, muito provavelmente, sem a participação das autoridades norte-americanas.