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OTAN vai coordenar entrega de armamento à Ucrânia

OTAN vai coordenar entrega de armamento à Ucrânia
OTAN vai coordenar entrega de armamento à Ucrânia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h04 15/07/2025 - Actualizado às 21h04 15/07/2025

Washington - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) confirmou hoje que irá coordenar a entrega de armamento à Ucrânia, que os países europeus vão comprar aos Estados Unidos, através da missão de treino e assistência da Aliança Atlântica no território ucraniano (NSATU), segundo a Lusa.

"Os aliados europeus da OTAN e o Canadá assumirão o papel principal de financiamento e a OTAN coordenará a entrega, incluindo através da NSATU. O equipamento militar incluirá sistemas de defesa aérea, munições e outros equipamentos", indicaram fontes da Aliança à agência noticiosa espanhola Europa Press.

As declarações surgem na sequência dos planos anunciados pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e confirmados pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante a sua visita na segunda-feira à Casa Branca, em Washington.

Desta forma, a OTAN irá manter o papel de coordenação que assumiu há um ano na cimeira de Washington para centralizar a assistência militar à Ucrânia, embora esta dependa, em última análise, das contribuições e aquisições dos aliados europeus.

A Alemanha, Noruega, Dinamarca, Países Baixos, Suécia, Reino Unido, Canadá e Finlândia prometeram apoio à iniciativa, embora os detalhes do plano - segundo o qual os Estados Unidos continuarão a enviar armas para a Ucrânia através de compras feitas por aliados europeus - ainda estejam em discussão, segundo as mesmas fontes.

Na segunda-feira na Casa Branca, Rutte confirmou, em declarações ao lado de Trump, que um grupo de países da OTAN vai comprar armas aos Estados Unidos, incluindo baterias anti-aéreas Patriot, para fornecer à Ucrânia.

Sobre este plano, a Dinamarca argumentou que a iniciativa de Trump "anda de mãos dadas" com o "modelo dinamarquês", segundo o qual Copenhaga compra armas directamente à indústria de defesa ucraniana.

"Esta é apenas uma versão alternativa disto. Estamos prontos para participar. É claro que não podemos fazer isto sozinhos e precisamos que outros se juntem a nós. Mas estamos prontos", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

Caspar Veldkamp, o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, explicou, por sua vez, que o Governo neerlandês está ainda a ponderar a forma de participar no plano proposto pelos Estados Unidos e pela OTAN.

"Também estudaremos o que podemos fazer em relação ao anúncio de Trump e avançaremos a partir daí", disse o chefe da diplomacia holandesa.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia iniciou a ofensiva ao país, a 24 de Fevereiro de 2022.

Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra sectores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

 

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