CONFLITO
Israel bombardeia Palácio Presidencial na Síria

16/07/2025 22h20
Damasco - Caças israelitas lançaram três ataques hoje contra o Palácio do Povo, que abriga os escritórios presidenciais sírios, informou a Prensa Latina.
De acordo com o mesmo órgão, três colunas de fumaça subiam de três edifícios do palácio localizado numa colina a oeste de Damasco, a capital da Síria.
Ainda não há informações oficiais sobre perdas materiais ou possíveis vítimas humanas resultantes desses três violentos atentados.
Poucos minutos antes, o prédio que abriga o Ministério da Defesa e o Estado-Maior em Damasco foi alvo de cinco ataques violentos que deixaram o quartel-general militar localizado na icónica Praça Omíada quase destruído.
O ataque causou danos à Biblioteca Nacional, à Ópera, ao Museu de Rádio e Televisão e a prédios residenciais próximos.
Aviões de guerra israelitas retomaram os ataques com mísseis contra posições do exército sírio na cidade de Sweida, no sul do país, onde confrontos violentos entre milícias drusas e forças do Governo deixaram pelo menos 200 mortos e mais de 400 feridos desde o último domingo.
Desde domingo, Israel intensificou os seus ataques aéreos contra as forças do Governo nas províncias de Sweida e Deraa, no sul do país.
Segundo a agência oficial de notícias SANA, vários soldados foram mortos e danos materiais foram causados.
Tel Aviv disse que continuaria os bombardeios a menos que as forças do Governo se retirassem da província de Sweida, habitada pela minoria drusa que Israel afirma querer proteger.
Entretanto, António Guterres pediu o fim imediato de todas as violações da soberania e da integridade territorial da Síria, de acordo com um comunicado lido pelo porta-voz do secretariado das Nações Unidas.
"O secretário-geral condena os crescentes ataques aéreos de Israel em Sweida, Daraa e no centro de Damasco, assim como os relatos sobre a redistribuição das Forças de Defesa Israelitas nos Golã", disse Stéphane Dujarric.
Guterres está igualmente alarmado com a contínua escalada de violência em Sweida, uma zona de maioria drusa, no sul do país, onde já morreram centenas de pessoas, acrescentou o porta-voz.
O ex-primeiro-ministro português condenou a violência contra civis na Síria, incluindo relatos de assassínios arbitrários e "actos que atiçam as chamas das tensões sectárias e roubam ao povo da Síria a oportunidade de paz e reconciliação após 14 anos de conflito brutal".
O líder da ONU concluiu o comunicado, reiterando a necessidade de apoiar uma transição política credível, ordenada e inclusiva na Síria, em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Israel bombardeou hoje o quartel-general do exército sírio em Damasco e ameaçou intensificar os ataques contra as forças sírias se não deixassem a região de Sweida, onde a violência deixou mais de 300 mortos em três dias.