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Cientistas criam creme capaz de reduzir cicatrizes em mais de 50 porcento

Cientistas criam medicamento capaz de reduzir cicatrizes em mais de 50 porcento
Cientistas criam medicamento capaz de reduzir cicatrizes em mais de 50 porcento Imagens: DR

Redacção

Publicado às 10h38 25/09/2025

Camberra - Cientistas do Hospital Fiona Stanley e da Universidade da Austrália Ocidental apresentaram os primeiros resultados de um ensaio clínico em humanos de um novo medicamento que pode revolucionar o tratamento de cicatrizes.

O medicamento, conhecido como SNT-6302, foi desenvolvido pela empresa farmacêutica australiana Syntara, e os seus resultados foram publicados na semana passada na revista Science Translational Medicine.

A ideia por trás do medicamento é inibir uma enzima chamada lisil oxidase, que, em condições normais, promove ligações cruzadas de colagénio na pele saudável. Mas, ao curar uma lesão, a sobreprodução de lisil oxidase pode causar tecido cicatricial rígido, explica a Popular Mechanics.

De acordo com o portal Zapa Aeiou, a ideia por trás do medicamento é inibir uma enzima chamada lisil oxidase, que, em condições normais, promove ligações cruzadas de colagénio na pele saudável. Mas, ao curar uma lesão, a sobreprodução de lisil oxidase pode causar tecido cicatricial rígido.

“As cicatrizes cutâneas continuam a ser um desafio clínico substancial devido ao seu impacto na aparência e bem-estar psicológico “, escreveram os autores do estudo. “As lisil oxidases catalisam a ligação cruzada do colagénio, um factor-chave no desenvolvimento de cicatrizes.”

O ensaio, que teve início em 2021, mostrou resultados promissores: os participantes tratados com o creme tópico três vezes por semana durante 90 dias viram uma redução de 66% na atividade da lisil oxidase.

Testes de imagiologia posteriores revelaram uma densidade aumentada de vasos sanguíneos microscópicos, que podem ter estado a reestruturar a pele para se assemelhar a tecido sem cicatrizes.

Embora este tratamento ainda tenha um longo caminho a percorrer, a sua aplicação é muito menos invasiva do que os métodos actuais para tratar cicatrizes graves, que tipicamente incluem injeções, tratamento a laser ou até cirurgia.

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