Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Rússia lança Semana Atómica Mundial para expandir influência nuclear

Rússia lança Semana Atómica Mundial para expandir influência nuclear
Rússia lança Semana Atómica Mundial para expandir influência nuclear Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h20 25/09/2025

Moscovo - A Rússia inaugurou hoje a Semana Atómica Mundial, um fórum internacional em Moscovo com a presença da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e de vários líderes estrangeiros, vocacionada para expandir a influência nuclear russa.

"Rejeitamos o chamado colonialismo tecnológico. Não obrigamos os nossos parceiros a depender de soluções russas. Pelo contrário, ajudamo-los a criar a sua própria indústria nuclear soberana", afirmou o Presidente russo, Vladimir Putin, no discurso de abertura, ao lado de dirigentes internacionais.

Pouco antes, o chefe do Governo russo, Serguei Kiriyenko, admitiu que Moscovo procura compromissos de longo prazo.

"As centrais nucleares modernas operam durante 100 anos. Os acordos agora assinados moldarão o futuro", disse Kiriyenko.

Na mesa redonda participaram o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, o responsável da Rosatom, Alexei Lykhachev, e o diretor da Associação Mundial Nuclear, Sama Bilbao y León.

Grossi sublinhou que os resultados de cada central "devem visar exclusivamente fins pacíficos", lembrando os riscos criados pela guerra russa na Ucrânia em instalações como Zaporijia.

O evento, que decorre até domingo, exibe acordos recentes de Moscovo, em particular no Sul Global, incluindo o memorando assinado na quarta-feira com o Irão para a construção de oito reatores em Bushehr, no Golfo Pérsico.

A parceria surge depois da quebra da influência russa no setor energético devido às sanções ocidentais.

Durante a cerimónia, foram transmitidas imagens da partida de camiões que transportam vasos de pressão para a central em construção em El Dabaa, no Egito e empresas ligadas à Rosatom também anunciaram projetos conjuntos com universidades e empresas russas de tecnologia e perfuração.

Países como China, Turquia, Índia, Bolívia, Egito e Bielorrússia aproveitaram a feira para apresentar avanços no setor, enquanto o Irão destacou aplicações médicas da energia atómica.

A Rosatom, organizadora do fórum, exibiu igualmente o papel de empresas recentemente integradas na sua estrutura.

Um dos anúncios de maior impacto foi o contrato assinado com a Bielorrússia para implementar o primeiro ciclo equilibrado de combustível nuclear, que inclui a gestão de resíduos da central bielorrussa e a utilização de materiais reciclados.

Putin revelou ainda que o primeiro sistema russo de circuito fechado começará a operar em Tomsk, na Sibéria, em 2030.

 

PUBLICIDADE