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Sushila Karki toma posse como primeira-ministra interina do Nepal

Sushila Karki toma posse como primeira-ministra interina do Nepal - DR
Sushila Karki toma posse como primeira-ministra interina do NepalImagem: DR

12/09/2025 21h16

Katmandu - A antiga presidente do Supremo Tribunal do Nepal, Sushila Karki, foi hoje empossada como Primeira-ministra interina, na sequência dos motins mortais que provocaram a queda do antecessor KP Sharma Oli.

Karki, uma figura popular enquanto presidente do Supremo Tribunal nepalês em 2016 e 2017, foi empossada pelo Presidente, Ram Chandra Poudel, na residência presidencial, numa pequena cerimónia transmitida pela televisão estatal.

"Parabéns. Desejo-lhe a si e ao país os maiores êxitos", declarou Paudel, na presença de outros políticos, funcionários e diplomatas estrangeiros.

A primeira-ministra interina, de 73 anos, é conhecida pela posição contra a corrupção no Governo durante o mandato como presidente do Supremo Tribunal do Nepal.

Alguns legisladores tentaram destituí-la em Abril de 2017, acusando-a de parcialidade, mas a medida não teve êxito e foi criticada como um ataque ao poder judicial.

A nomeação da antiga magistrada surgiu dois dias depois de intensas negociações entre o chefe do Estado-Maior do Exército, Ashok Raj Sigdel, e o Presidente nepalês.

A crise, a mais mortífera no Nepal desde a abolição da monarquia em 2008, começou na segunda-feira, quando a polícia abriu fogo contra jovens manifestantes que denunciavam o bloqueio das redes sociais e a corrupção das elites. Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas nos distúrbios, disseram as autoridades.

A revolta, iniciada pelo movimento de jovens intitulado "Geração Z", ergueu-se contra uma lei que proíbe 26 plataformas de redes sociais e contra um Governo que consideram corrupto e ilegítimo, visando vários símbolos do poder político, administrativo e económico.

Durante os protestos, manifestantes atacaram e incendiaram o parlamento, o complexo administrativo, que alberga gabinetes ministeriais e o gabinete do primeiro-ministro.

Também o Supremo Tribunal ficou destruído pelo fogo, paralisando o sistema judicial, bem como o palácio presidencial, a residência oficial do primeiro-ministro e diversas prisões, resultando na fuga de vários reclusos.

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