FAIXA DE GAZA

Ex-PM britânico poderá liderar autoridade de transição em Gaza

Ex-PM britânico poderá liderar autoridade de transição em Gaza após o cessar-fogo - DR
Ex-PM britânico poderá liderar autoridade de transição em Gaza após o cessar-fogoImagem: DR

26/09/2025 21h39

Washington - O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair é o nomeado de Donald Trump para liderar uma autoridade de transição na Faixa de Gaza se for alcançado um cessar-fogo e Israel terminar a sua invasão do território palestiniano, avançou a ‘BBC’ e o ‘Financial Times’.

Blair, que governou o Reino Unido entre 1997 e 2007, manteve conversações de alto nível com todas as partes para tentar pôr fim à guerra e traçar o futuro de Gaza assim que for alcançado um cessar-fogo.

A última proposta, discutida por Trump e pelos líderes árabes na Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque esta semana, apela a que Gaza seja governada por um órgão de transição, apoiado pelas Nações Unidas e pelos Estados do Golfo, antes de ser devolvida ao controlo palestiniano.

Segundo a ‘BBC’, a Casa Branca quer que Blair lidere o organismo, embora a estação esclareça que o gabinete do político trabalhista apenas afirmou que o ex-primeiro-ministro não apoiará qualquer solução que desloque a população de Gaza. Em agosto último, Blair participou numa reunião com Trump sobre a Faixa de Gaza no Salão Oval.

Segundo o meio de comunicação digital ‘Axios’, que citou fontes familiarizadas com o encontro, foram apresentadas ideias sobre a situação pós-guerra no enclave palestiniano e discutida a possibilidade de aumentar a entrega de ajuda humanitária, cuja entrada foi bloqueada por Israel e que provocou uma situação de fome denunciada por organizações internacionais.

Houve contactos, por um lado, entre Blair e o presidente palestiniano Mahmoud Abbas e, por outro, entre o antigo conselheiro americano Jared Kushner e o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Blair foi o enviado do quarteto de potências internacionais (EUA, UE, Rússia e ONU) para o Médio Oriente depois de deixar Downing Street em 2007 e concentrou-se em impulsionar o desenvolvimento económico na Palestina e tentar criar as condições para uma solução de dois Estados.

 

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