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Putin alerta a Europa sobre a entrada do mundo na era multipolarizada

Putin alerta a Europa sobre a entrada do mundo na era multipolarizada
Putin alerta a Europa sobre a entrada do mundo na era multipolarizada Imagens: DR

Redacção

Publicado às 17h21 04/10/2025

Moscovo - O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o mundo está a entrar numa «era policêntrica», em que nenhuma potência pode ditar regras, alertando a Europa contra a militarização.

No seu pronunciamento, feito sexta-feira, Putin expressou apoio condicional às propostas do Presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza e atribuiu a responsabilidade pela continuação da guerra na Ucrânia aos Estados ocidentais.

«As discussões no fórum Valdai oferecem uma oportunidade para avaliar de forma objectiva e abrangente a situação em todo o mundo», disse ele, acrescentando que a multipolaridade é «um fenómeno qualitativamente novo» que cria oportunidades e riscos.

«Ninguém está pronto para seguir regras estabelecidas por uma pessoa em algum lugar distante», argumentou.
Mundo multipolar e governação global

Putin argumentou que um mundo multipolar é mais democrático, uma vez que permite que «um grande número de atores políticos e económicos» influenciem os resultados.

«Talvez nunca antes no cenário global tenha havido tantos países a influenciar ou a procurar influenciar os processos regionais e globais mais importantes», afirmou.

Putin insistiu que as soluções neste ambiente devem basear-se num amplo consenso. «Quaisquer soluções só são possíveis com base em acordos que satisfaçam todas as partes interessadas ou a esmagadora maioria. Caso contrário, não haverá nenhuma solução viável», afirmou.

Acrescentou que as instituições lideradas pelo Ocidente «perderam o seu significado» ao afastar-se dos seus mandatos originais e transformarem-se em «plataformas para palestras políticas».

O líder russo elogiou organizações como o BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai, dizendo que elas reflectem um consenso genuíno e equilíbrio entre os membros.

“Elas não são contra ninguém, são a favor de si mesmas”, disse ele, contrastando isso com o que descreveu como tendências “hegemónicas” do Ocidente.

 

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