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França reforça segurança de locais culturais após roubo no Louvre

França reforça segurança de locais culturais após roubo no Louvre
França reforça segurança de locais culturais após roubo no Louvre Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h43 20/10/2025

Paris - O ministro francês da Administração Interna, Laurent Nuñez, vai reforçar medidas de segurança em todos os estabelecimentos culturais, anunciou hoje a assessoria, após um roubo de jóias no Museu do Louvre, em Paris.

Adecisão foi tomada após reunião com a sua colega de governo com a pasta da Cultura, Rachida Dati, adiantou a mesma fonte ministerial, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

A instituição, no centro da capital de França, vai manter-se encerrada hoje, um dia após um grupo, ainda a monte, ter conseguido roubar múltiplas obras de arte de joalharia.

"O Museu do Louvre vai permanecer fechado hoje por razões excepcionais. Todas as reservas para a data de hoje vão ser reembolsadas. Pedimos desculpa pelo incómodo", pode ler-se numa mensagem publicada no sítio oficial da Internet daquele museu.

Um grupo de quatro homens roubou jóias no domingo de manhã, em poucos minutos e quando o museu já estava aberto e com visitantes no interior, utilizando uma máquina empilhadora, estacionada na respectiva margem do rio Sena, e fazendo-a subir até à altura de uma janela do primeiro andar do edifício.

O grupo levou oito peças "de inestimável valor patrimonial", entre as quais a tiara da imperatriz Eugénia (mulher de Napoleão III, imperador de 1852 a 1870) e dois colares, informou no domingo o Ministério da Cultura francês.

Só aquela jóia tem 212 pérolas e 1.998 diamantes, de acordo com a descrição do Louvre, enquanto as peças pertencentes à rainha Maria Amélia contam com múltiplas safiras e centenas de diamantes.

Este museu parisiense é o maior e mais visitado do Mundo, com nove milhões de pessoas a apreciarem parte das 35.000 obras que a instituição aloja, nos seus 73 mil metros quadrados de espaço.

Como recordou a agência noticiosa norte-americana AP, o Louvre tem uma longa história de roubos, consumados e tentados: "O mais famoso deu-se em 1911, quando a Mona Lisa (pintura a óleo, também conhecida por "La Gioconda", e atribuída ao toscano e figura máxima do Renascimento, Leonardo da Vinci) desapareceu da respectiva moldura.

O incidente foi atribuído a Vincenzo Peruggia e a obra-prima foi recuperada dois anos depois, em Florença.

 

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