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Presidente turco anuncia conversa com Putin sobre paz na Ucrânia

Presidente turco anuncia conversa com Putin sobre paz na Ucrânia
Presidente turco anuncia conversa com Putin sobre paz na Ucrânia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h26 23/11/2025 - Actualizado às 07h28 24/11/2025

 Joanesburgo - O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse este domingo que vai conversar na segunda-feira com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, dias depois de os Estados Unidos terem apresentado um plano muito criticado para acabar com a guerra na Ucrânia.

"Amanhã [segunda-feira], conversarei por telefone com o senhor Putin", disse hoje Erdogan durante uma conferência de imprensa na cimeira dos líderes do G20, em Joanesburgo, na África do Sul. "Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para abrir caminho para a paz", acrescentou o líder turco.

O presidente norte-americano, Donald Trump, deu à Ucrânia um prazo até 27 de novembro, próxima quinta-feira, para aprovar o plano destinado a pôr fim ao conflito que dura há quase quatro anos. Erdogan assegurou que a Turquia não poupará esforços para tentar negociar o fim do conflito.

"Tantas pessoas morreram. Vou discutir com Putin as medidas que podemos tomar para impedir essas mortes. Após essas discussões, acredito que terei a oportunidade de discutir os resultados com os nossos parceiros europeus, Trump e outros amigos", acrescentou.

Em 19 de novembro, Erdogan recebeu em Ancara o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discussões durante as quais exortou ambas as partes [Ucrânia e Rússia] a regressarem à mesa das negociações em Istambul, onde tinham realizado três rondas de negociações no início deste ano.

Zelensky declarou que se deslocaria a Ancara para tentar reativar o envolvimento dos Estados Unidos nos esforços diplomáticos destinados a pôr fim à invasão russa, afirmando que desejava reativar as negociações de paz.

No entanto, o enviado do presidente Trump, Steve Witkoff, não participou nas discussões na Turquia e Zelensky saiu da reunião com poucos resultados.

Alguns dias depois, foram divulgados os detalhes do plano de 28 pontos de Donald Trump para pôr fim ao conflito, que apanhou Kiev e seus aliados europeus de surpresa, pois obrigaria a Ucrânia a ceder territórios, reduzir seu exército e prometer nunca aderir à NATO.

As negociações anteriores em Istambul, entre maio e julho, resultaram apenas em trocas de prisioneiros em grande escala.

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