JUSTIçA
Antigo Presidente francês libertado após 20 dias de detenção
10/11/2025 22h22
Paris – O antigo Presidente francês, Nicolas Sarkozy foi libertado da prisão de La Santé, em Paris, após 20 dias de detenção preventiva, decidiu esta segunda-feira, o Tribunal de Apelação de Paris, avança o "Le Monde".
O Ministério Público francês pediu na manhã desta segunda-feira a libertação do ex-Presidente Nicolas Sarkozy, sob supervisão judicial, noticiam vários órgãos de comunicação franceses, entre os quais o "Le Monde".
A decisão surge depois de uma audiência em que Sarkozy participou por videoconferência, a partir da prisão, e em que afirmou que a experiência tem sido “difícil, muito difícil”, agradecendo aos funcionários pela “humanidade” durante este período.
Com o pedido aceite, o ex-Presidente vai cumprir a pena em liberdade condicional, enquanto aguarda uma decisão sobre o recurso.
Nicolas Sarkozy foi condenado a cinco anos de prisão, a 25 de setembro, por associação criminosa no caso de financiamento ilegal na sua campanha presidencial de 2007, supostamente com fundos do regime líbio de Muammar Gaddafi.
Foi absolvido das acusações de corrupção passiva e desvio de fundos, uma vez que não foi possível provar que os recursos líbios se destinavam à sua campanha. Este processo envolve ainda outras 11 pessoas, incluindo dois ex-ministros do Governo Sarkozy, sendo o quinto julgamento do ex-Presidente nos últimos cinco anos.
Desde 21 de outubro, Sarkozy cumpre pena na prisão de La Santé, em Paris, tornando-se o primeiro ex-chefe de Estado francês a entrar num estabelecimento prisional para cumprir sentença.
Contudo, não é tratado como um recluso comum: permanece em regime de isolamento numa ala especial com cerca de 20 celas e é acompanhado permanentemente por dois agentes armados devido a ameaças recebidas. Esta medida, considerada inédita, gerou críticas de sindicatos, que a classificaram como “insensata” e “humilhante” para os funcionários do sistema prisional.
O ex-Presidente mantém a sua inocência e denunciou o processo como um ataque ao Estado de Direito. Durante este período, recebeu apoio de sectores políticos, incluindo visitas do Presidente Emmanuel Macron e do ministro da Justiça Gérald Darmanin, que justificou as medidas de segurança como necessárias para proteger um ex-Presidente da República.
Sarkozy já cumpriu pena, em dezembro passado, por corrupção e tráfico de influência no caso das escutas telefónicas, tendo sido dado como provado que tentou subornar um juiz e fez tráfico de influências em troca de informações confidenciais sobre uma investigação aos financiamentos da sua campanha de 2007. Cumpriu um ano em prisão dom