DESASTRE
Cheias na Indonésia, Tailândia, Sri Lanka e Malásia matam 673 pessoas
30/11/2025 21h37
Jacarta - Pelo menos 673 pessoas morreram e centenas continuam desaparecidas devido às inundações que atingiram vastas áreas da Indonésia, Tailândia, Malásia e Sri Lanka nos últimos dias, segundo adiantaram hoje autoridades dos países atingidos.
Nas zonas afectadas, as autoridades destes países asiáticos continuam a desobstruir estradas e a remover destroços, ao mesmo tempo que decorrem as operações de busca para encontrar centenas de pessoas que estão desaparecidas, após as chuvas torrenciais, inundações repentinas e deslizamentos de terra.
No sudeste asiático, a Indonésia, o país mais atingido, registou pelo menos 316 mortes, enquanto 289 pessoas continuam por encontrar, de acordo com a última actualização da agência de gestão de catástrofes.
Duas cidades da ilha de Sumatra permaneciam hoje inacessíveis e as autoridades anunciaram o envio de dois navios de guerra de Jacarta para prestar auxílio às populações.
"Duas cidades requerem atenção especial devido ao seu isolamento, nomeadamente Tapanuli Central e Sibolga", referiu a agência nacional de gestão de catástrofes, em comunicado, acrescentando que os navios de guerra devem chegar ao local na segunda-feira.
Na Tailândia, onde pelo menos 162 residentes morreram numa das piores cheias da última década, as autoridades continuaram a distribuir ajuda a dezenas de milhares de desalojados e a reparar os estragos, enquanto na Malásia as inundações, que submergiram grandes áreas do estado de Perlis, fizeram dois mortos.
Já na Ásia meridional, o Centro de Gestão de Desastres do Sri Lanka avançou hoje que pelo menos 193 pessoas morreram após uma semana de fortes chuvas provocadas pelo ciclone Ditwah, enquanto outras 228 continuam desaparecidas.
Áreas inteiras a norte da capital do Sri Lanka, Colombo, ficaram hoje inundadas.
"Embora o ciclone já tenha passado, as fortes chuvas a montante estão agora a inundar as zonas baixas ao longo das margens do rio Kelani", avançou o Centro de Gestão de Desastres.
O Presidente Anura Kumara Dissanayake declarou o estado de emergência no sábado, o que lhe concede amplos poderes para gerir a crise, e as Forças Armadas foram mobilizadas para apoiar os esforços de ajuda às populações.
O Sri Lanka apelou ainda à ajuda internacional para as cerca de 833 mil pessoas deslocadas, para além das 122 mil que estão alojadas em abrigos temporários. Segundo as autoridades, cerca de um terço da população continua sem electricidade e água corrente.
Este é o pior desastre natural no país desde 2017, quando as inundações e os deslizamentos de terras mataram mais de 200 pessoas.