DESASTRE

Sobe para 940 o número de mortos nas cheias em quatro países asiáticos

Sobe para 940 o número de mortos nas cheias em quatro países asiáticosImagem: DR

30/11/2025 21h50

Nova Delhi - O número de mortos provocados pelas cheias que atingiram vastas áreas da Indonésia, Tailândia, Malásia e Sri Lanka nos últimos dias voltou hoje a aumentar, totalizando os 940, a que se somam centenas de pessoas desaparecidas.

As autoridades destes países asiáticos prosseguiram hoje os seus trabalhos para desobstruir estradas e remover destroços, além de procurar pessoas desaparecidas após chuvas torrenciais, inundações repentinas e deslizamentos de terra.

A Indonésia, o país mais atingido, registou pelo menos 442 mortes, enquanto 402 pessoas permaneciam desaparecidas, de acordo com os dados mais recentes da agência de gestão de catástrofes.

Na Tailândia, onde pelo menos 162 residentes morreram numa das piores cheias da década, as autoridades continuaram a distribuir ajuda a dezenas de milhares de pessoas sem-abrigo e a reparar os danos.

Na Malásia, as cheias que submergiram grandes áreas do estado de Perlis, no norte do país, fizeram dois mortos.

Na Ásia Meridional, o Centro de Gestão de Desastres (DMC) do Sri Lanka informou hoje que pelo menos 334 pessoas morreram após uma semana de fortes chuvas provocadas pelo ciclone Ditwah, enquanto outras 400 ainda estavam desaparecidas.

Na Indonésia, pelo menos duas cidades da ilha de Sumatra, a mais atingida no país, permaneciam hoje inacessíveis, e as autoridades anunciaram o envio de dois navios de guerra de Jacarta para prestar auxílio.

"Duas cidades requerem atenção especial devido ao seu isolamento, nomeadamente Tapanuli Central e Sibolga", disse Suharyanto, chefe da agência nacional de gestão de catástrofes, em comunicado, informando que os navios de guerra eram esperados em Sibolga na segunda-feira.

Na aldeia de Sungai Nyalo, a cerca de 100 quilómetros de Padang, a capital de Sumatra Ocidental (Indonésia), as águas das cheias já tinham hoje recuado em grande parte, revelando casas, veículos e plantações cobertas por uma espessa camada de lama cinzenta.

As autoridades ainda não tinham começado a desobstruir as estradas, disseram os habitantes locais à agência AFP, adiantando que ainda não tinha chegado ajuda externa.

"A maioria dos residentes optou por ficar, não queriam abandonar as suas casas", disse Idris, 55 anos, que, como muitos indonésios, usa apenas um nome.

Na Tailândia, as autoridades continuaram as buscas pelos desaparecidos e o Governo aplicou medidas de assistência para os afetados pelas cheias, incluindo indemnizações até dois milhões de baht (cerca de 53.000 euros) para as famílias que perderam membros. No entanto, as críticas à resposta do país às cheias aumentaram, tendo dois funcionários locais sido suspensos dos seus cargos.

No Sri Lanka, enquanto o ciclone Ditwah se deslocava em direção à Índia no sábado, áreas inteiras a norte da capital, Colombo, foram hoje inundadas, afetando mais de um milhão de pessoas.

O Presidente, Anura Kumara Dissanayake, declarou o estado de emergência no sábado, o que lhe concede amplos poderes para gerir a crise. Também os militares foram mobilizados para apoiar os esforços de ajuda.

Segundo as autoridades, cerca de um terço da população continua sem eletricidade e água corrente.
Este é o pior desastre natural a atingir o país desde 2017, quando as inundações e os deslizamentos de terras mataram mais de 200 pessoas.

As alterações climáticas afetaram os padrões de tempestades, incluindo a duração e a intensidade das chuvas, que são mais intensas, com inundações repentinas e rajadas de vento mais fortes.

 

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