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Ucrânia acusada de tentar atacar a casa de Vladimir Putin com drones

Ucrânia acusada de tentar atacar a casa de Vladimir Putin com drones
Ucrânia acusada de tentar atacar a casa de Vladimir Putin com drones Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h47 29/12/2025

Moscovo - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou, esta segunda-feira, que Kiev tentou atacar a casa de Vladimir Putin na região de Novgorod (localizada a aproximadamente 200 km a sul de São Petersburgo, nas margens do rio Volkhov), e que, por isso, a posição negocial do Kremlin iria mudar. A notícia foi avançada pela agência Interfax.

Lavrov acusou Kiev de ter atacado a residência oficial do Presidente russo com 91 drones de longo alcance entre domingo e segunda-feira, mas não apresentou provas. “Tais acções imprudentes não ficarão impunes”, ameaçou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, acrescentando que todos os drones foram destruídos pelas defesas aéreas russas.

O governante russo também afirmou que, apesar do alegado ataque, Moscovo pretende continuar o processo negocial para pôr fim à guerra. Paralelamente, adiantou que a Rússia escolheu alvos na Ucrânia para “ataques de retaliação”.

Esta acusação é, contudo, rejeitada por Volodymyr Zelensky. O Presidente ucraniano desmentiu a acusação de que a Ucrânia tentou atacar a casa de Putin, acrescentando que Moscovo estaria a preparar o terreno para atacar edifícios governamentais em Kiev.

Volodymyr Zelensky apelou aos EUA para reagirem às ameaças russas de acordo, e classificou a alegação russa como uma forma de minar o progresso nas conversações de paz, após o encontro do líder ucraniano com Donald Trump em Mar-a-Lago no domingo.

O líder ucraniano também alertou o seu povo para que estivesse alerta para novos ataques, afirmando que esta era “mais uma mentira” da Rússia para justificar novos atentados contra Kiev. “Estão simplesmente a preparar o terreno para realizar ataques, provavelmente contra a capital e provavelmente contra edifícios governamentais”, declarou Zelensky, aos jornalistas. “Todos precisamos de estar alerta agora, absolutamente todos. Um ataque contra a capital pode ser realizado, especialmente porque esta pessoa [Putin]... disse que vão escolher alvos correspondentes.”

O Presidente russo tinha afirmado nesta segunda-feira que a ofensiva no leste e sul da Ucrânia, incluindo no Donbas e nas regiões de Kherson e Zaporijia, estava a avançar “faseadamente” e “de acordo com o planeado”. Numa reunião com as autoridades militares, Vladimir Putin agradeceu aos militares pelos serviços prestados na Ucrânia e elogiou o ritmo da ofensiva, afirmando que, após a captura das cidades de Pokrovsk e Mirnograd, as forças russas estão a eliminar tropas ucranianas cercadas e a desenvolver uma ofensiva em direção às fronteiras da região de Donetsk, anexada por Moscovo. Também caracterizou como favoráveis as perspetivas de controlo total do Donbas.

Os analistas têm alertado que, com o progresso russo em território ucraniano, o Kremlin não manifestaria interesse em selar a paz ou em obter um cessar-fogo. Moscovo está na posse de um documento com 20 pontos, desenvolvidos pela Ucrânia e pelos Estados Unidos, para a paz, mas ainda não avançou uma resposta definitiva.
Volodymyr Zelensky vincou esta segunda-feira que a acusação “perigosa” relativa ao alegado ataque por parte da Rússia, logo após o seu encontro “positivo” com Trump, teve como objectivo “minar” os progressos alcançados na Flórida. Donald Trump tinha considerado que um acordo de paz estava “95%” concluído.

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