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NATO encara defesa do Árctico como prioridade face a presença russa e chinesa

NATO encara Defesa do Árctico como prioridade face a presença russa e chinesa
NATO encara Defesa do Árctico como prioridade face a presença russa e chinesa Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h05 12/01/2026

Zagreb - O secretário-geral da NATO garantiu hoje que a defesa do Árctico é "uma prioridade" para a Aliança Atlântica e que os Estados-membros estão a discutir a segurança da zona, incluindo a Gronelândia.

"Temos de trabalhar em conjunto para garantir que o Árctico se mantém seguro", afirmou Mark Rutte, sublinhando que as discussões visam assegurar uma resposta colectiva e coordenada dos aliados.

O responsável falava numa conferência de imprensa conjunta, em Zagreb, com o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic.

Rutte afirmou que "todos os aliados concordam com a importância do Árctico", num contexto em que a abertura de novas rotas marítimas aumenta o risco de uma presença mais activa da Rússia e da China na região.

O secretário-geral da NATO explicou que oito países estão localizados no Árctico, sete dos quais são membros da Aliança, incluindo Estados Unidos e Canadá, bem como Dinamarca, através da Gronelândia, Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia.

O único país árctico fora da NATO é a Rússia, embora Rutte tenha referido que a China "se tornou uma espécie de país do Árctico" devido à escala das actividades que desenvolve e ao interesse estratégico na região.

Para o secretário-geral, esse envolvimento chinês já levou a várias discussões internas na NATO ao longo do último ano.

Nos últimos dias, o Presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o país precisa de garantir o controlo da Gronelândia, por razões de "segurança nacional", alegando que a região do Árctico está sob constante ameaça russa e chinesa.

Rutte reconheceu que as alterações climáticas e o degelo estão a abrir novas rotas marítimas, tornando a região cada vez mais relevante do ponto de vista estratégico e de segurança.

"Temos de garantir que faremos tudo para proteger esta região, porque é uma parte vital do território da NATO", declarou.

O antigo primeiro-ministro neerlandês lembrou que a Aliança Atlântica não esteve historicamente muito envolvida no Árctico, mas que a situação mudou desde 2025, a pedido dos sete aliados do Alto Norte que fazem fronteira com a região.

Rutte sublinhou que a defesa colectiva do Árctico é agora considerada crucial para a segurança euro-atlântica.

 

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