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Trump aplica tarifas de 10% aos países que se opõem ao controlo da Gronelândia

Trump aplica tarifas de 10% aos países que se opõem ao controlo da Gronelândia
Trump aplica tarifas de 10% aos países que se opõem ao controlo da Gronelândia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 14h43 18/01/2026

Washington - Presidente norte-americano avança com taxas de 10% já em fevereiro, podendo subir para 25% em junho, dirigidas a aliados europeus que rejeitam a intenção dos EUA de assumir o controlo da Gronelândia
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este sábado que irá cobrar uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus, devido à oposição desses países ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.
Numa publicação nas redes sociais, Trump disse que a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia enfrentarão a tarifa, que será elevada para 25% a 1 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.
Entretanto, centenas de pessoas em Nuuk, na capital da Gronelândia enfrentaram hoje temperaturas próximas de zero, chuva e ruas geladas para marchar em apoio da sua autogovernação, face às ameaças de uma tomada de poder pelos Estados Unidos.

Os groenlandeses agitavam as suas bandeiras nacionais vermelhas e brancas e ouviam canções tradicionais enquanto caminhavam pelo pequeno centro de Nuuk.

Alguns transportavam cartazes com mensagens como "Nós moldámos o nosso futuro", "A Gronelândia não está à venda" e "A Gronelândia já é grande". Foram acompanhados por milhares de outras pessoas em manifestações por todo o reino dinamarquês.

Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.

Ainda hoje, o senador democrata norte-americano Chris Coons, que lidera uma delegação na Dinamarca do Congresso dos Estados Unidos com representantes democratas e republicanos, tinha garantido que não havia ameaças atuais à segurança da Gronelândia e que os Estados Unidos respeitavam a Dinamarca e a NATO "por tudo" o que fizeram juntos.

 

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