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Parlamento Europeu suspende tramitação de acordo comercial entre UE e EUA

Parlamento Europeu suspende tramitação de acordo comercial entre UE e EUA
Parlamento Europeu suspende tramitação de acordo comercial entre UE e EUA Imagens: DR

Redacção

Publicado às 17h20 21/01/2026

Estrasburgo - O parlamento da União Europeia (UE) decidiu esta terça-feira suspender a tramitação do acordo comercial com os Estados Unidos, face às investidas do Presidente Donald Trump para anexar a Gronelândia, noticiou a agência noticiosa italiana ANSA.

A medida foi tomada em comum acordo entre os grupos conservador, socialista e liberal no órgão legislativo da UE.

"Agir com ameaças é inaceitável. É por isso que o Parlamento Europeu decidiu, junto aos três grandes grupos, suspender o acordo comercial", disse o eurodeputado Manfred Weber, líder do Partido Popular Europeu (PPE), líder da maior bancada na Eurocâmara.

"É o instrumento mais poderoso que temos neste momento", acrescentou Weber, que, por outro lado, defendeu que a Europa "mantenha a calma" para responder às acções de Trump. "Temos de agir com um estilo europeu, não ao estilo de Trump", salientou.

O acordo comercial em questão foi fechado em Julho passado e estabelece uma quota de 15% para produtos da UE entrarem nos EUA, que, por sua vez, beneficiam de um regime de tarifa zero para aceder ao mercado europeu em determinadas categorias.

O texto estava previsto para ser ratificado pelo Parlamento Europeu entre 26 e 27 de Janeiro, com o objectivo de evitar uma guerra tarifária, tema que voltou à tona após o Presidente norte-americano anunciar uma taxação adicional de 10% (podendo subir para 25% em Junho) para as mercadorias de oito países europeus, incluindo seis membros da UE, que enviaram militares recentemente para a Groenlândia.

A medida atinge a Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e a Suécia, face à crescente pressão de Trump para assumir o controlo da ilha dinamarquesa no Árctico.

"As tarifas adicionais são um erro, sobretudo entre aliados de longa data", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em discurso no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, prometendo uma resposta "firme, unida e proporcional".

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