Zelensky propõe acordo para suspender ataques a centrais de energia
Kiev - O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu hoje que o seu país não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscovo fizer o mesmo na Ucrânia.
As declarações do chefe de Estado ucraniano foram divulgadas um dia depois de o Presidente norte-americano Donald Trump ter anunciado um alegado acordo com a Rússia para suspender os ataques contra o território ucraniano durante uma semana, segundo a Lusa.
Em declarações aos jornalistas hoje, em Kiev, Zelensky frisou que se a Rússia não atacar as infra-estruturas de produção e de fornecimento de energia, a Ucrânia suspende o mesmo tipo de ataques contra o território russo. Moscovo não respondeu à proposta, até ao momento.
Durante a madrugada, a Rússia disparou um míssil e lançou 111 aparelhos aéreos não tripulados contra 15 locais diferentes na Ucrânia, apesar do pedido do Presidente dos Estados Unidos para a suspensão dos ataques.
O presidente ucraniano respondeu também ao convite do Presidente russo para se deslocar a Moscovo para uma reunião com o objectivo "de pôr fim à guerra".
Zelensky referiu-se a uma "proposta simétrica" oferecendo a Vladimir Putin a oportunidade de se deslocar a Kiev para a reunião. "Faço o convite publicamente, se ele se 'atrever', claro", acrescentou Zelensky.
Tal como fez em anteriores rondas de negociações entre enviados das duas partes, Putin convidou Zelensky esta semana para se deslocar a Moscovo para um encontro directo.
Por outro lado, Zelensky, referindo-se directamente às negociações agendadas para domingo nos Emirados Árabes Unidos, disse que as duas delegações que trabalham para pôr fim a quase quatro anos de guerra "ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a questão do controlo da região leste de Donetsk".
No mesmo encontro com os jornalistas, o Presidente ucraniano informou que a Rússia interrompeu as trocas de prisioneiros de guerra, a última das quais ocorreu em Outubro de 2025.
"Os russos interromperam o processo. Não têm qualquer interesse particular em trocar pessoas, porque não acreditam que isso lhes traga qualquer benefício", disse Zelensky aos jornalistas.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou uma campanha de grande escala contra todo o território ucraniano em Fevereiro de 2022.