DEFESA

Governo iraniano promete defender-se de qualquer ameaça estrangeira

Governo iraniano promete defender-se de qualquer ameaça estrangeiraImagem: DR

15/01/2026 20h15

Teerão - O Irão vai defender-se "contra qualquer ameaça estrangeira", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano ao seu homólogo saudita, quando Washington ameaça uma acção militar em resposta à repressão dos protestos em Teerão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, enfatizou durante uma conversa telefónica com o seu homólogo da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan al-Saud, "a importância da condenação internacional a qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos dos países da região", segundo um comunicado divulgado na rede social Telegram.

A agência de notícias oficial saudita (SPA) confirmou o telefonema, indicando que os dois discutiram "formas de reforçar" a segurança na região.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de Dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e sectores económicos afectados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.


A Iran Human Rights (IHRNGO) elevou para 3.428 as mortes registadas nos protestos que abalam o Irão há mais de duas semanas, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem protestos.

Teerão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, actualmente nas mãos da Somália.
A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15:00 (23:00 em Angola), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O porta-voz do português, Stéphane Dujarric, reiterou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que a ONU "está extremamente preocupada" com "as imagens que surgem de manifestantes mortos pela violência durante os protestos."

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